ATO & ARTE

Um novo ciclo profissional começou… ATO & ARTE nasceu do desejo de usar a Arte para mover o ser humano, transformar imagens corporativas e melhorar resultados.

Nossa proposta é trabalhar junto aos departamentos de marketing e agências de propaganda, provendo-os de materiais de excelente qualidade para que possam trabalhar criação da melhor forma possível.

Da onde vem o nome?

Podemos aprender muito com a Arte, enriquecer nossos trabalhos com técnica, estética e principalmente história. Das obras até os gênios da arte encontramos referências sobre empreendedorismo, criatividade e inovação, ou seja, inspirações com conteúdo e estratégia que um dia integraram, emocionaram, moveram pessoas num senso comum.

Se for um site, que tenha cinema, fotografia e poesia. Se for revista, que seja com super design, que promova pessoas acima de instituições. Se for vídeo, que tenha identidade própria, trilha sonora evolvente, a melhor direção de arte, fotografia de verdade e roteiro criativo.

Até aqui um pouco do lado ARTE do nome, o lado ATO comento nas palavras de Aristóteles:

“Todas as coisas são em potência e ato. Uma coisa em potência é uma coisa que tende a ser outra, como uma semente (uma árvore em potência). Uma coisa em ato é algo que já está realizado, como uma árvore (uma semente em ato)”.

Se comparado ao teatro, no ATO da peça o artista se prepara muito para tocar as pessoas, fazer rir ou chorar, emocionar, aqui entra ATO & ARTE.

Aula Publicidade e Arte - Cásper

Conheci o Armando no curso de Pós na Cásper, disciplina chamada Publicidade e Arte ministrada pela Prof.ª Marlene Fortuna. Fizemos alguns experimentos em sala como cartazes, fotos e vídeos. No último semestre nos reencontramos na disciplina Comunicação e Crise do Prof. Luiz Alberto, onde Armando me convidou para um grupo que mais tarde seria a ATO & ARTE. Tivemos como projeto o desenvolvimento de um Manual de Crise verídico para uma refinaria de petróleo.

Primeiro trabalho como ATO & ARTE

O trabalho foi um sucesso, nota 10 mais elogios por parte da empresa. Após-a-pós já tínhamos pronto nome, logomarca, domínio e demais detalhes pré-estudado. Quando chegou o momento, somente levantamos a bandeira e seguimos, e o grupo após algumas mudanças fixou em Daniel, Ricardo, Armando e Cris.

Daniel, Ricardo, Armando e Cris

E o que tem de diferente?

Inauguramos o site esta semana e junto alguns tabus de mercado foram quebrados:

O que somos – enquanto todos querem ser agência, preferimos nos posicionar como estúdio de criação e poder até prestar serviços a outras agências.

Quanto custa – precificamos nossos principais perfis de trabalho. A iniciativa surgiu para desmitificar o quanto se cobra por ai, tentar tangibilizar algo tão intangível, com transparência e foco no serviço, agora é certeza de previsibilidade orçamentária.

Como funciona – enquanto a maioria são sobrinhos e emergentes de outras áreas, somos especialistas com mais de 10 anos de experiência e com excelente portfólio de clientes satisfeitos.

Também recusamos qualquer prática de BV (bonificação por volume) ou outra circunstância que aflija nossos valores, como ética, respeito, qualidade e responsabilidade.

Continuarei com meu nome no mercado, desenvolvendo alguns projetos para clientes antigos. No mais, sigo com esta nova bandeira.

Convido para seguir no twitter: @atoearte. Postaremos dicas de fotografia, ilustração, design e outros assuntos.

Visite o site: www.atoearte.com.br

Aguardo críticas, sugestões ou mesmo oportunidade para próximas cotações.

Uma ótima semana!

[]‘s
Daniel Bryan

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Eventos, estratégia interativa


Copa do Mundo, Brasil cada vez mais verde amarelo. Os eventos solucionam um dos maiores desafios da sociedade contemporânea: obter a atenção.

Pessoas reunidas e felizes, clima de festa e alegria, folia, corneta e fogos a cada gol, rodadas de pipoca, cerveja, muito refrigerante, turma de amigos, no prédio, rua, faculdade, trabalho ou mesmo em casa com a família… O que vale é torcer junto e depois, o clima de satisfação permanece ainda mais se o Brasil for campeão.

Encontramos eventos nos games, churrasco com amigos, aniversários, casamentos, partida de fut, flash mobs, passeatas, protestos, orquestras, shows, concertos e exposições. Com caráter social, corporativo, entretenimento, uma causa, religioso, esportivo, cultural ou político.

Por que eventos são tão envolventes?

Na história, cultura romana (muito influenciada pela grega) onde a coragem, a honra e a força eram virtudes admiradas pelos romanos (752 a.C. a 476 d.C.); os espetáculos que destacavam esses atributos eram valorizados e apreciados.

Com crescimento urbano surgiam problemas sociais, a escravidão gerava muito desemprego na zona rural. Estes migravam para as cidades romanas em busca de melhores condições de vida e o receio de uma revolta fazia o imperador criar a política do Pão e Circo, que oferecia alimentação e diversão quase todos os dias nos estádios (o mais famoso foi Coliseu). Desta forma, a população desviava o foco dos problemas diminuindo as chances de revolta.

A Sociedade do Espetáculo, uma crítica teórica do Guy Debord, fala sobre consumo, sociedade e capitalismo. Em resumo, a sociedade prefere: imagem/representação ao realismo concreto; aparência ao ser; ilusão à realidade; imobilidade à atividade de pensar e reagir com dinamismo. Assim, o homem é levado à passividade.

O autor reforça a idéia que os indivíduos abandonam a dura realidade dos acontecimentos da vida e passam a viver em um mundo movido pelas aparências e pelo consumo permanente de fatos, notícias, produtos e mercadorias;

Partindo da falta de tempo e o excesso de informação a que o homem contemporâneo está submetido, encontramos nos eventos propósito para envolver a pessoa pela capacidade de interação, o enredo, a brincadeira com regras, o sensorial, o lúdico, o encontro, sendo instrumentos determinantes que abrem caminho para reter a atenção e trabalhar envolvimentos em outros níveis como imersão.

Acredito que o sucesso dos eventos está em nós mesmos (baseado em pesquisa): vem da necessidade de Ser (Quem sou eu?) e Pertencer (fazer parte de algo maior, uma família, comunidade, local, sonho ou conjunto de valores). A veracidade do real em eventos ganha mais força nas experiências sensoriais (presencial ou não), onde tocar, rir, comer, beber, ouvir, falar, representar, está muito acima do envolvimento dos meios mais tradicionais, como um cartaz publicitário.

Evento de sucesso promove o boato, a curiosidade, pessoas replicando comentários e idéias. O momento é único e quando bem aproveitado fará com que os próprios envolvidos sejam veículos de si mesmos/causa, usando a mais simples e efetiva tecnologia: o boca-a-boca. A motivação será alimentada pela alegria e satisfação.

E você, o que pensa sobre os eventos?

[]‘s
Daniel Bryan

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Redes pessoais


Momento de reciclar contatos e a reflexão: o que te torna relevante para ser lembrado?

Inspirado em conversa presencial com social media.

As redes sociais facilitam aproximação entre pessoas pelo compartilhamento de idéias onde os interesses e objetivos são comuns, isso todos sabem. Sua proposta sofreu mutações com as mudanças no comportamento de como são usadas, segue breve opinião:

Sou o que aparento ser: Orkut, Facebook e MySpace são os mais usados no Brasil. É bom para acompanhar fotos de parentes distantes e poder desejar Feliz Aniversário no dia certo.

Repositório: Youtube, Vimeo, Flickr, Videolog, permitem profissionais compartilharem suas produções em alta qualidade. Para não profissionais, ótima opção de backup.

Idéias: Blog e Twitter, compartilham conhecimento com possibilidade de reflexão. Hoje muito usados para tags populares: “#prontofalei”, “#naotempreco” e “#tovelho”. No Blog, divisão entre diário pessoal, retransmissão de recortes virais ou repositório de softwares.

O mundo está interconectado em ambientes virtuais que dispensam a lógica do mediador, posso falar diretamente com quem tenho interesse e caso não tenha acesso, chego através do amigo do amigo. Porém, ter o acesso não significa que serei relevante para pessoa.

Por que você merece minha atenção?

Construir conteúdos com qualidade para competir com infinitos outros conteúdos e ao mesmo tempo manter-se relevante para as pessoas é um desafio grande numa sociedade onde o tempo é um bem muito escasso.

Podemos partir da idéia que a qualidade dos contatos é decorrente do bom relacionamento, este tem que ser construído com árduo trabalho de manutenção para quando precisar ser correspondido.

Conheço amigos que possuem milhares de outros amigos virtuais, seguem-se mutuamente, mas quando se encontram pessoalmente fingem não se conhecer pelo trabalho de conversar, pensam:

- Já conheço o fulano pelas idéias, falar mais o que?

A qualidade do relacionamento é questionável, valores como alto número de acessos são insignificantes comparados as percepções presenciais, como aperto de mãos, um abraço, o tom de voz, sinceridade frente aos olhos, improviso nas respostas, tudo isso num simples café ou rápido encontro rotineiro.

Pode parecer discurso auto-ajuda, mas boas ações presenciais refletem imagens positivas onde a Internet torna-se apenas um papel complementar.

Penso que o caminho é servir ao próximo, sendo útil no momento oportuno com aquilo que posso fazer de melhor. Um dia a ação será relembrada pelo beneficiado.

Assim, no ringue de redes sociais vs redes pessoais, na segunda opção tenho a chance de fazer com que as minhas atitudes sejam publicidade e pessoas virem mídia.

E pra você, o virtual substitui o pessoal? O que pensa a respeito?

Vem ai…

Conheça no endereço: www.atoearte.com.br

Ps.: se você recebeu convite para este post, privilegiado, por algum motivo te considerei relevante.

[]‘s
Daniel Bryan

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Todo poderoso


Ele é um ser supremo, infinito e perfeito, superior à natureza, acima dos homens, o melhor das empresas, mais rico, não se dobra a valores e regras de outras organizações, independente, a sua maneira de pensar e agir está além.

No centro do universo, o mundo gira ao seu redor e as coisas têm que ser do seu jeito. Pessoas, empresas e serviços são feitos exclusivamente para satisfazer suas vontades, no seu tempo e modo. Não há negociação, meio termo, exceção, quem manda é ele e ai de quem discordar.

Você disputa a chance de trabalhar com muitas outras agências, tão competentes quanto a sua, se seu orçamento for para a final, terá que convencê-los de seus diferencias com muita dose de criatividade – um completo aperitivo do que de fato será feito caso ganhe a conta.

Nós, atraídos pelo potencial financeiro e equipe especializada que fará parte do projeto, deslumbramos pelo portfólio de alta qualidade assinado por uma marca grande e conhecida. Aqui, você e sua equipe investem tudo para fechar o negócio.

Na cadeia alimentar, você elimina seus concorrentes e então a sua proposta começa a passear pelos departamentos, Diretoria, Compras, TI e outros. Aprovado pela Presidência (meses até anos depois), seu preço será achatado por uma equipe de contas ávida por colocar todo know-how a cheque. Cada centavo descontado será motivo de comemoração, e o parâmetro será centenas de outras propostas e orçamentos encontrados em São Paulo. Mas fique tranqüilo, a sua idéia é a que foi aceita.

Contratado, o projeto inicia com entendimento do que esperam por “algo caro”. Compraram muito além da concepção e produção de um projeto, no kit tem status, paparicos, surpreender em todos os momentos, porque eles não precisam de comunicação, seu quadro de funcionários é formado pelos melhores, podem fazer tudo, mas resolveram contratar a sua empresa pelo fôlego novo e a não responsabilidade (“santo de casa não faz milagre”, internamente jamais sairia o projeto).

Surge à decepção, o projeto começa a ficar muito caro e demandar tempo com outras coisas que fogem do escopo, a pressão e a exigência reinam de forma descontrolada, buscando satisfazer desejos supracitados neste post. Caso dê alguma coisa errada, a culpa será sempre da agência, pois o cliente é perfeito, seu tamanho justifica seu ser.

Fica o aprendizado: existem basicamente 2 perfis de negócios: 1º cliente emergente, formado por empresas que estão adquirindo a cultura em comunicação. 2º cliente deus, formado por empresas que estão no topo, que chegaram à liderança sem investimentos em comunicação.

1º) Cliente emergente é amável, decisões rápidas, tratamento direto com os donos (são diretores comerciais e marketing ao mesmo tempo). Nossas criações são bem aceitas e admiradas, pensam comunicação como arma estratégica, onde bem aplicada levará ao tão sonhado ganho de share. O relacionamento é de igual para igual, você é convidado para suas conquistas (um novo produto, festa de final de ano)… tudo perfeito com uma ressalva: não tem muita verba para investir em comunicação.

2º) Cliente deus estabelece uma relação servil, de cima (cliente) para baixo (fornecedor). O trabalho sai muito custoso, mas tem verba e nome.

Em lucratividade, a proporção está 4 (1º) X 1 (2º). Precificação, 8 (1º) X 1 (2º). Em trabalho, 10 (1º) X 1 (2º).

Existe o raciocínio que vale mais um mix de clientes com potencial crescimento do que atender poucos grandes. Porque se você perder 1 grande, estará fadado a quebra. Se for o pequeno, quase não irá sentir no orçamento e em breve será reposto com mais facilidade.

Seus concorrentes (cliente deus) serão grandes agências com nome e estrutura. Para os pequenos, profissionais liberais, estudantes, pequenas agências, bureaus, estúdios e atravessadores, como dentistas, músicos, arquitetos que resolveram fazer uma boquinha em outra área para complementar renda.

O grande tem muita verba, porém quase não rende lucro pela “exigência”, mas o resultado será referência. O pequeno, pouca verba, bom lucro na quantidade e portfólio não expressivo, apenas mais um trabalho com uma marca desconhecida.

Boa verba para portfólio pra uns, lucro para outros… na sua experiência, qual é o ideal de negócio?

Ps.: abaixo um vídeo bem interessante, principalmente pra quem vive de serviços:

Relação cliente fornecedor from danielbryan on Vimeo.

Até a próxima.

[]‘s
Daniel Bryan

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Relacionamento 2.0


2010 chegou e junto um grande desafio… estabelecer metas, objetivos e maneiras de alcançá-los. A atitude é estratégica, o plano tem que ser perfeito, e para isso é necessário conhecer bem o mercado, ter experiências positivas e negativas e muita dose de criatividade para ultrapassar obstáculos.

Post inspirado em conversa com um amigo sobre como construir relacionamento com possíveis clientes e de fato transformar esta relação em negócios.

Entendo Empresa como um conjunto organizado com processos produtivos que visam lucro. Marca, representação simbólica da empresa para consumidores diferenciar serviços/produtos por meio de conceitos, crenças e valores. Produtos, promessas para atender necessidades, este último se divide em primária (afeta a saúde do homem, como alimentação) e secundária (não afeta a saúde, como diversão).

Comunicação é serviço, este formado por métodos e processos que resultam em bens intangíveis (ainda mais com a era digital rs): sites, vídeos, games e softwares.

Se fizermos uma analogia das necessidades entre a vida corporativa e a humana, a comunicação ficaria entre as necessidades secundárias, pois trata de algo “supérfluo” para os Administradores, não concorrendo com despesas fixas, matéria prima e conserto de equipamentos.

Do ponto de vista comercial, ações de comunicação podem alavancar as vendas, fortalecer a imagem corporativa e aumentar a precificação por diferenciação. Por outro lado, poucas empresas estão dispostas a investir verba para um retorno a médio/longo prazo, sendo que bons vendedores se dispõem a visitar clientes e trazer resultados imediatos.

Aqui surge um enorme desafio: Como desenvolver um relacionamento com quem você não conhece para vender algo supérfluo? Quais os mecanismos que de fato transforma um relacionamento em negócio?

O interesse por um produto se dá no momento da necessidade (seja primária ou secundária), o interessado levanta opções com preços que julgue ser justo e valores de marca que estejam próximos aos seus conceitos… nesta equação vencerá o mais barato. Em serviços, o profissional envolvido tem muito mais peso do que a marca da empresa, menor preço não é sinônimo de trabalho e um ótimo relacionamento pode garantir a continuidade de serviços prestados.

Telefonar, visitar feiras, enviar newsletters, materiais impressos, lembrancinhas, presentes, cafés, almoços e jantares em lugares especiais… sabemos que todas as ações são válidas porém o que de fato vira negócio?

Na prática concluí que nenhuma atitude acima dá certo, que os conceitos de Marketing de Relacionamento e Guerrilha agora são superados por uma palavra tão pequena chamada Empatia. Quando o “santo não bate”, não adianta ter a melhor marca, a melhor equipe e muito know-how.

Neste sentido acredito que a Internet assume um papel relevante neste “marketing relacional” devido a interatividade que proporciona entre consumidor e empresa, permitindo conhecimento mais detalhado, descomprometido, livre de técnicas persuasivas e intrusivas que nada adianta na era da informação. As redes sociais apontam ser os ambientes do futuro para a construção do relacionamento, seja social ou corporativo, a exemplo de grandes marcas promovendo diálogos pessoa a pessoa através do Twitter, Facebook, Orkut e Blogs.

Qual a sua experiência a respeito?

Novo Site Grupo Delga

Foi um grande projeto em equipe, todo dinâmico em sua estrutura (tecnologia backoffice), com arte finalização em 3D e interações em Flash. Inaugurado em 01/02/2010, para mais detalhes acesse: www.delga.com.br.

Até a próxima,
Daniel Bryan

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Natal 2009

Alegrias, vamos multiplicar (*)

Realizações, vamos somar (+)

O que não deu certo, subtrair (-)

Ano Novo = Paz (+) Amor (+) Amizade (+) Sucesso (+) Prosperidade (*) 2010 (/) com vocês.

Dedico este breve vídeo (HD, 1min e 32seg):

Natal 2009 from danielbryan on Vimeo.

O clima de festa também vai para o blog, fez níver de 1 ano com 12 mil acessos.

Agradeço a todos pela participação.

[]`s,
Daniel Bryan

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Cliente tem sempre razão

Acho engraçado a relação cliente e prestador de serviço na área de comunicação. Na trajetória de mais de 10 anos acreditei que não fosse verdade, procurei entender de diferentes perspectivas, simulei o caso do cliente com a razão, emoção, comparações com outros segmentos de mercado, tantas questões e uma única posição: o cliente tem sempre razão!

Seja sincero, você conhece alguma outra profissão que o cliente solicita propostas e se acha no direito de não dar resposta? E quando envia um orçamento por e-mail e a proposta mal foi para os Itens Enviados e na Caixa de Entrada encontra: Tá caro, tenho orçamentos mais baratos!

Comparado a rotina dia-a-dia é como ir ao supermercado e na hora de pagar no caixa dizer: leite 2, pago 1, refrigerante 3, vale 1,5, quanto deu o total? 30, o mercadinho do Zé seria 25… pago 22, OK?

Será que desenvolver proposta virou obrigação ou algum tipo de hobby? Sem contar aquelas que são aprovadas após 3 anos e o cliente ainda exige os mesmos valores e prazos da época.

Toda empresa de grande a médio porte se acha organizada, equipe formada pelos melhores, mas sequer desconfiam que seus fieis departamentos de marketing cobram uma taxinha, chamo de Bonificação para Viabilidade (BV), com ela o processo de aprovação é rápido e eficiente. :D

Se todos os profissionais envolvidos no processo de um produto, do fornecedor de matéria prima à empresa que entrega encomendas, se achar no direito de pensar que o seu trabalho merece um extra-salarial, quanto seria o valor final deste produto?

Cliente sempre tem razão e sabe tudo também no quesito criação: – “acho melhor verde”, “prefiro arredondado”, “mais pra ká”, “faz deste jeito”, entre “acho(s)” e “si(s)”, o cliente se mete na criação do começo ao fim, faria melhor em tudo, como se contratasse uma mãozinha para mexer no Photoshop, Illustrator, apertar o botão da câmera de vídeo para no final ter a certeza que vai sair conforme a expectativa, do contrário existe um suposto culpado. Ainda levamos como desaforo que quase tudo poderia ser feito internamente.

No dentista: – Dr, quero entender o que está fazendo. Na hora da anestesia: – Um pouquinho mais para esquerda… Ah se for doer muito deixa pra semana que vem!

Projetos de comunicação que exigem planejamento e cronograma, clientes impõem o que acham prioridade, tem que ser seus prazos, não avaliam se é viável, como se eles entendessem de todo o projeto e os profissionais envolvidos fossem suas propriedades.

Quando você compra um apartamento na planta é comum chamar o engenheiro responsável pela obra e questionar seu projeto? Quantos na equipe serão necessários? Qual o tempo de dedicação? Qual a marca do material usado?

Ao contratar uma diarista, pedreiro, arquiteto, advogado, qualquer que seja a prestação de serviço, ficamos felizes quando este profissional vai além do combinado e entrega um serviço melhor e em um prazo menor, surgem recomendações, caixinhas, elogios, enfim, um relacionamento positivo e duradouro nasce de toda a tentativa de fazer algo extra para agradar o cliente.

Na comunicação é diferente… após semanas ou meses depois da entrega você resolve perguntar sobre o projeto por uma questão de educação, ou mesmo pra dar aquela rotulada: Trabalho Concluído, então você ouve um OK, tá, ham ham…
Se for seu caso, seja feliz porque DEU TUDO CERTO COM VC! Do contrário, tenho amigos que literalmente já foram agredidos fisicamente pelos seus clientes.

Se mercado é uma troca, será que os profissionais de comunicação estão aceitando a sua parte com ética e seriedade? É possível afirmar que ainda não existe um entendimento claro do papel de uma agência/profissional e o cliente?

Por um lado, a busca por clientes sérios e justos tem sido um grande desafio, por outro, dar o exemplo e fazer a diferença com ética e respeito, às vezes abrindo mão de ganhar, parece ser uma grande utopia pelos profissionais da área.

Em algum momento todos nós somos clientes, pra você, cliente tem sempre razão?

Até +
Daniel Bryan

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SayberMobail

Onisciência e onipresença

Se onisciência e onipresença eram atributos divinos, hoje tendências mostram o contrário, é possível ser imagem e semelhança do Criador através das novas tecnologias – o mundo ficou MOBÁIL.

De um lado, as pessoas precisam estar online. Do outro, grandes empresas travam uma verdadeira batalha para oferecer o produto que melhor irá atendê-las. Gigantes como Microsoft, Intel, Nokia, HP brigam para manter a liderança sobre Google, ARM, HTC e Asus (Folha, Agosto). Independente da crise mundial, o novo mercado é tão promissor ao ponto do Steve Ballmer (CEO da Microsoft) declarar que os netbooks “alavancaram todo o mundo da computação e da internet”.

No meio da batalha surgem os mais inusitados dispositivos, smartphones, e-books, câmeras, geladeiras, o que vale é estar conectado! Até os mais humildes tem lugar ao sol com os curiosos MP15s, incríveis pois suportam 2chips GSM, WiFi, 3G, GPS, câmera, TV, rádio FM e se bateria é o problema, já vem com duas :D

É a convergência tecnológica em todos os lugares e para todos os tipos de pessoas (pelo menos na teoria). Com tudo isso é quase impossível andar desinformado! ;-)

Com devices tão poderosos, a briga também passa por dentro dos aparelhos, quem será o sistema mais amigável, funcional e que impressione nos arrojados efeitos de interação? Na disputa, iPhone (Apple) e Windows Mobile 6.5 (Microsoft) comandam a lógica proprietária de software VS Android (Google) com o movimento de software free, logo atrás vem Symbian (usado pela Nokia), BlackBerry OS e o extinto Palm Os.

As interfaces se multiplicam e junto às possibilidades de conexões à internet. Via dial-up, banda larga, Wi-Fi em lugares públicos, satélites, 3G, e agora a Anatel aprova o regulamento que permitirá que empresas ofereçam acesso à internet usando rede elétrica, acredita-se que a conexão será mais barata do que a banda larga convencional e poderá chegar a 21Mb/s (dizem os mais otimistas).

O que as pessoas ganham com tanta tecnologia?

Na visão de alguns cientistas, como o caso do sociólogo Castells, esta “explosão informacional” beneficia principalmente a educação – pois “amplia a capacidade das pessoas de progredir em seus conhecimentos, criar riqueza e utilizá-la mais sabiamente”.

O fato é que o avanço tecnológico abre um mercado gigantesco para ser explorado, porém, no Brasil, os pobres (excluídos digitalmente) têm o menor acesso à internet entre 14 países da América Latina (Ag Brasil, Abr 2009).

Acredito que o avanço da tecnologia e o crescimento de possibilidades para conexões não atingem um ideal de inclusão digital. Existem problemas graves sociais pela má distribuição de renda e deficiência na educação pública, tornando a maior parte da população carente marginalizada digitalmente.

Pesquisas mostram que o desinteresse pelas classes D e E em adquirir um computador se explica pelo fato de que nunca usaram um, pra quê “gastar” dinheiro por algo que desconhece?

Talvez a tal “explosão tecnológica” ajude no crescimento de opções, forçando através da concorrência preços mais justos. Mas só isso não basta, acredito que práticas educacionais que estimulem o uso da tecnologia, como telecentros, ações do governo para inclusão digital e outras ações colaborem para que todos tenham acesso à informação em um modelo todos para todos.

“… não basta estar na frente de uma tela, munido de todas as interfaces amigáveis que se possa pensar, para superar uma situação de inferioridade. É preciso antes de mais nada estar em condições de participar ativamente dos processos de inteligência coletiva que representam o principal interesse do ciberespaço.” (LÉVY, 1999, p.238)”.

Até +
Daniel Bryan

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A cultura digital trash

No último post tratei do “Caos no mercado de comunicação“, na Arena (cenário) empresas líderes e seguidoras, grande agências, profissionais que vivem da comunicação, atravessadores, migradores, a baixa cultura e outros fatores que fazem da área um caos.

Para esquentar o clima, apresento a Cultura Digital Trash que surgiu do movimento punk da década 70 na Inglaterra, levando o lema “do it your self” (faça você mesmo), ganhou expressões na música, literatura e moda.
Encontramos esta cultura em movimentos sociais através de blogs, podcastings, softwares livres, web 2.0 e redes p2p. São vistos pelos profissionais da comunicação como produções de conteúdo banal e estetização da baixa cultura popular.

O conteúdo gerado pelo público vem crescendo e atraindo cada vez mais adeptos, ganhando força suficiente para concorrer com os meios tradicionais de geração de conteúdo e meios massivos de comunicação. São mensagens virais (boca-a-boca), tutoriais, fotos e vídeos feitos por celulares, animações, conteúdos em wikis, blogs, sites e buscadores cada vez mais poderosos.

Assim o digital trash constitui um movimento cultural amplo, descentralizado, global, remixado, caótico, contendo novas e inusitadas formas de expressão, terminologias, referências multimidiáticas que confundem noções de propriedade intelectual, autoria ou mesmo idéia de arte.

O grosseiro, exagerado, baixo conceito e estética, ruídos excessivos, não objetividade, entretenimento barato, experimentações de linguagens descomprometidas por qualquer noção de arte, padrão técnico e profissionalismo fazem parte deste novo público.

Diante deste cenário, o que fazer?
Para o profissional de propaganda e marketing, como anunciar algo para um público quando é este que assume o controle das mídias e de seus conteúdos?

Como chamar e reter a atenção de um público que gera conteúdo repleto de estrelas reputativas, fruto da visão de quem está mais próximo do produto/serviço/assunto do que o próprio autor/marca/empresa?

Para quem vive da técnica/ferramentas (fotógrafos, ilustradores, designer, publicitários, jornalistas, webmasters) como competir com a cultura “faça você mesmo”? Sendo que sistemas/devices são cada vez mais inteligentes e amigáveis, “dispensando” um profissional.

Muita água vai rolar, algumas profissões deixarão de existir, outras surgirão com as novas possibilidades. Para os profissionais de marketing e publicidade, o desafio será repensar estratégias que não sigam modelos massivos intrusivos, chamar a atenção diante de tanta oferta de informação.

Acredito que o futuro para reter a atenção será construir ambientes que permitam novas experiências, concentrem pessoas em eventos temáticos, reais ou virtuais. Nesta ordem entra o lúdico, a brincadeira como mediador de um público cada dia mais segmentado. São ambientes que propõem conhecimento gerado pela troca de experiências, interfaces que permitam a interação.

Para concluir, acredito que os profissionais devem aproveitar o momento e fazer com que esta nova cultura incorpore em suas estratégias. Se por um lado a valorização da técnica (num âmbito geral) pode estar comprometida, por outro, o volume de ações cada vez mais criativas aumentam. A grande rede é viva e requer dedicação, interação sempre, resultando em uma nova perspectiva de negócios.

Penso que a importância da comunicação está mais clara, mais democrática. Todos sabem o que é um bom site, a importância de boas imagens, o bom relacionamento, o papel dos blogs, quanta técnica e dedicação são usadas para um stop motion e para melhorar ainda tem um desejo unânime que a sua empresa/idéia seja aceita, em tempo real e mais atualizada possível.
Nesta transformação, possibilidades são maiores que portas que se fecham – cabe a nós se adaptar e tirar o melhor proveito.

Segue abaixo algumas referências interessantes.

[]`s
Daniel Bryan

Referências
Os textos “Lixo ou Luxo na Cibercultura?” e “Economia da Atenção e Mensagens Publicitárias na Cultura Digital Trash

Gatorade em Advergame

+ info

Coca-Cola em Advergame

+ info

Red Bull: A mensagem vale mais que o meio

+ info
+ info

Sony Ericsson: Nada é mais chato que…

+ info

Gillette

+ info

Coketeens

+ info

TIM: da TV p/ web

Doritos Sweet Chili

Skol em Realidade Aumentada

A Gafisa procura Ícones do Ipiranga

+ info

Série 9MM: de bicicleta a 120 metros de altura

+ info

Honda The Power of Dreams

Honda The Power of Dreams from micheledauria on Vimeo.

Origami In the Pursuit of Perfection

Origami In the Pursuit of Perfection from MABONA ORIGAMI on Vimeo.

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Caos no mercado de comunicação

Desculpe a minha ausência… após começo de ano com certa calmaria, entrou um sweel de jobs e digamos que aproveitei ao máximo todas as séries :D

Os profissionais de comunicação enfrentam um cenário caótico em seu mercado. Tentarei expor a minha visão sem tomar partido, a intenção é promover a reflexão.

De um lado existem empresas Inovadoras, top of mind (Coca, MC, Nestlé), trabalham com grandes agências (arranha-céu de vidro ou mansões de um quarteirão nos Jds), que por sua vez direcionam esforços para a TV (precisam de muita verba para alimentar a bilionária estrutura). As Inovadoras possuem uma ótima cultura de imagem, entendem a importância e o poder da comunicação.

Do outro existem as Seguidoras, algumas emergentes, outras tradicionais sem visibilidade, cresceram porque “fizeram tudo direitinho”, algumas com faturamento tão grande quanto as Inovadoras. Sem a cultura da comunicação, descobrem que precisam fazer alguma coisa para se fortalecer na crise, disputar o mercado e então resolvem investir em comunicação.

Chamo de Sobrinho aquele contato mais próximo da empresa, são parentes, amigos, alguns desempregados, outros migradores (Arquitetos viram Publicitários, Fotógrafos a Jornalistas e assim por diante), sem experiência, sem formação acadêmica, sem talento, arriscam pegar algum trabalho com a esperança de pagarem as suas contas. A outra parte são os filhos da classe média, ganharam uma faculdade do pai, nunca trabalharam, tem bons equipamentos que trazem de suas viagens, e se inspiraram na área assistindo o Justus – tem a difícil tarefa de sair da zona de conforto dos pais e mostrar serviço para não perder o carro e a mesada.

A Arena é o local do conflito, as empresas para economizar se sujeitam a entregar a sua imagem corporativa a Sobrinhos, onde não terão condições de desempenhar um bom trabalho, o cliente não terá o resultado planejado pelo marketing.

De outro lado, fala-se muito em ter a primeira chance, que estas empresas estão apostando em novos talentos. Mais o Sobrinho não percorre o processo de aprendizado e maturidade da profissão, ele poderia ter exercitado em posições com baixa responsabilidade para depois tentar vôos maiores.

Existe a ciência que a experiência gerada pela falta de profissionalismo prejudicará colegas que empenharão suas vidas para serem bons?

Empresas Seguidoras tem consciência que são responsáveis por alimentar o mercado de Sobrinhos comprando lixo no lugar de solução?

Ainda na Arena, os profissionais sérios são obrigados a reduzir seus ganhos para sobreviver e para não se assemelhar ao Sobrinho, entregam um ótimo trabalho, aumentando o custo, se sujeitando fechar o mês no vermelho. Na Arena: a ganância por parte de Empresas VS o lixo oferecido pelos Sobrinhos.

Buscamos clientes que acreditam na comunicação, investimos na formação, no conhecimento técnico e outros valores para impor práticas e preços justos ao mercado, para honrar a verba confiada.

Diante do caos, há salvação? Será que vale a pena investir em clientes que ao menos conseguem identificar o que é bom ou ruim para a sua empresa? Vale a pena o esforço para educar clientes? Criar uma cultura visual onde não existe? E como criar uma imagem positiva de nossas profissões nesta bola de neve negativa?

A comunicação está em transformação, outras culturas oriundas das redes intensificam o processo, como o caso da Cultura Digital Trash (tratarei em próximo post), enquanto isso quem sai perdendo são as empresas que precisam de uma boa comunicação e os profissionais sérios que precisam sobreviver.

Ps.: pra quem pretende entrar no mercado, recomendo: “A Porta da Frente” e “dos Fundos do Mercado“.

[]`s
Daniel Bryan

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