jan
25

SP458

Dedico crônica do amigo e escritor Yves Dumont em homenagem aos 458 anos da cidade de São Paulo.

Texto retrata o interessante sentimento da nossa relação com a cidade, na sabedoria com visão otimista, humana e plural, além é claro, da genialidade e arte de quem domina bem as palavras.

Abaixo da crônica, seleção de imagens São Paulo via Stock Xchng.

Espero que gostem!

SP458

Toda vez que um avião levanta voo e minha cidade vai ficando para trás, a velha sensação de saudade antecipada começa a remoer minhas entranhas. Os problemas com os quais me defronto em cada esquina, todos temas do meu rosário de lamúrias cotidianas, parecem distantes, irreais, frutos da intransigência de um ranheta inveterado. E a vontade de voltar, de rever essa Paulicéia fascinante, surge soberana para perdurar durante toda a viagem.

Como explicar a relação ambígua que cada um de nós exercita na convivência com a cidade? Como justificar que, num passe mágica, a crítica sistemática dê lugar a um banzo teimoso, que nenhum cenário de primeiro mundo é capaz de apagar? Como entender que nem bem o avião decola e já nos esquecemos do trânsito caótico, da poluição, das inundações apocalípticas, do lixo nas calçadas, dos rios fétidos, da falta de transporte público e de moradias decentes?

O que tem, enfim, essa São Paulo de tantos e tão profundos contrastes, para ser capaz de nos irritar profundamente a cada dia, mas, ao mesmo tempo, nos fazer reféns eternos de seus encantos? Uns dirão das alternativas que ela oferece para quem quer ganhar a vida. Há os que lembrarão a excepcional qualidade das atividades culturais que abriga. Outros que sua vida noturna é mais luminosa e que a comida que aqui se oferece é única. Alguns comentarão seu friozinho gostoso e a boa garoa que às vezes ainda marca presença. Outros mais citarão seu coração generoso, que, no melhor estilo materno, a todos abriga.

Acho sinceramente que é tudo isso, mas não é só. Para mim, o que faz de São Paulo uma cidade única, o que a diferencia mesmo, é o fantástico, incomparável espírito de fraternidade, inerente a todos os que aqui vivem e que imediatamente contagia os que por aqui aportam.

É isso que a transforma em um cenário sem paralelos, capaz de reunir em familiar convivência cotidiana representantes das mais diversas origens, raças, cor, credo ou classe econômica. E de propiciar cenas inimagináveis em qualquer outra cidade do mundo. Como a de judeus e palestinos orando juntos pela paz impossível entre seus povos; ou a de japoneses e coreanos como cordiais concorrentes comerciais em uma mesma rua; ou ainda a de um nórdico campeão de capoeira ou a de um oriental que brilha na bateria de uma de nossas escolas de samba.

É dessa São Paulo que morro de saudades nem bem começo uma nova viagem. Abrigo aconchegante, maior do que os problemas ou a inoperância dos que a têm governado através dos tempos; cidade única, capaz de criar uma nacionalidade adicional para todos os que acolhe. Porque aqui, independentemente de sermos brasileiros, italianos, portugueses, árabes, espanhóis, mineiros, nordestinos ou de qualquer outra origem, das tantas que a cidade esconde em cada esquina, somos todos paulistanos. Com muita honra…

Post to Twitter Post to Facebook Send Gmail Post to LinkedIn

jan
09

O futuro do futebol brasileiro

2012 chegou e junto o recomeço, a nova perspectiva, uma chance de poder fazer diferente, melhorar, traçar metas e trilhar novos desafios.

Faço uma reflexão inspirada na final do mundial de clubes, conversas com amigos e um ano novo para o bom futuro do futebol.

Acompanhei a grande e tão esperada final do mundial de clubes entre o melhor da américa, representado pelo Santos, e da Europa, pelo Barcelona. Na semana que precedeu o jogo, confesso que via o Santos campeão, pelo futebol que apresentou durante a campanha, seus ídolos e os boatos tão positivos que a mídia criou.

No rolar da bola, logo nos primeiros minutos, notei que a minha expectativa foi totalmente ingênua, pois o Santos não conseguia a posse de bola, trocar passes, construir jogadas. Nossos heróis assistiam em campo uma equipe tão cadenciada, compacta, antecipada, ágil e coletiva, que até as jogadas mais previsíveis, aquelas que todos veem em replays, games – agora repetiam-se como uma grande brincadeira.

Segundo tempo nada mudou, Muricy, “atualmente o técnico mais vencedor”, assistia ao jogo abatido, assustado, sem nada a fazer. Enquanto isso, a narrativa “global” idolatrava Barcelona, que nos dias anteriores, Santos era o máximo com chances claras de ser campeão, o jeito aqui era desligar o som.

Nas saídas de bolas do Brasil, que costuma ser um tédio, ali estavam três ou quatro do Barcelona marcando… chutões eram a saída mais digna. Barcelona dominava, limpava o lance, não vimos um passe de bola errado ou na “fogueira” para o companheiro. Já o Santos, o jeito foi levantar a cabeça, reconhecer a “superioridade” do Barça e torcer para que o jogo terminasse o mais rápido possível.

O time do Barcelona joga com os atletas vindo de trás, tocando a bola e penetrando na área adversária, seu esquema tático foi 3-5-2, variando para o 3-6-1 e 3-4-3, o Santos foi 3-5-2 retrancando pela zaga. A posse de bola foi 29% contra 71% do Barça, ou seja, Santos não jogou.

A partida foi uma verdadeira aula do futebol moderno e mostrou nossas fragilidades. Na mente e coração, logo vem o complexo de “vira lata” e pensamentos confusos, do tipo: “eles tem mais grana que agente“, “pressão política“, “CBF corrupta“ – mas, Espanha atualmente está quebrada, dos 11, 9 craques foram formados na base, eles mantém uma cultura de trabalho a anos.

Sinceridade, 4×0 foi pouco!

Então Santos amarelou? Ainda bem que não foi o São Paulo! rs.

Vida em rede

Hoje o mundo vive conectado nas redes, numa lógica coletiva e colaborativa. O pensamento plural é mais importante do que o individual. Esta lógica também é aplicada em grandes empresas modernas, como Google, que optou por fazer horizontal hierarquias e processos produtivos antes verticais. O resultado? Coisas surpreendentes! Imaginou esta cultura dentro de campo? Barcelona faz.

A lição
Para o técnico campeão do mundo, Pep Guardiola, a resposta está no próprio futebol brasileiro. “Não é isso o que o Brasil fazia?”, indagou. “O Barcelona passa a bola como meu pai falava que vocês (brasileiros) faziam”, discursou após título.

Quais os desafios?
Na minha opinião, o jogo representou em campo o melhor time do Brasil, com os melhores jogadores, melhor técnico, melhor campanha como clube, as melhores jogadas… o problema foi contra quem jogamos, o nosso melhor está muito aquém do futebol europeu e abriu espaço para muitas coisas que precisam ser repensadas.

Tá na hora de ver o futebol brasileiro além das glórias do passado da camisa amarelinha. Ele não pode mais ser pensado como fábrica de refrigerantes, que enlata e rotula conteúdo. Futebol é mais do que isso… é um esporte visto como elemento constitutivo da nacionalidade com contribuições em nossa formação social (ver Gilberto Freyre).

Hoje, futebol brasileiro é um mix de irresponsabilidade individualista de craques celebridades, somado a moralidades religiosas, visível por todos na era Dunga. Ambas as facetas do nosso esporte são em boa parte produto histórico de um tratamento paternalista dado por dirigentes, técnicos e grande imprensa em relação aos atletas, além de distorções provocadas pelo marketing da bola.

Técnicos são verdadeiros chefes de produção, simplificam seu trabalho entre montar uma boa defesa e tentar no contra ataque, usam a bola parada como especialidade e justificam o medíocre trabalho na instabilidade do cargo que ocupam, que terá validade condicionado em passar para próxima fase com alguns pontinhos.

Os clubes não ligam mais para as categorias de base e apostam em talentos a partir de critérios físicos e midiáticos. Voltam velhos bons jogadores que pouco estimulam o nosso futebol, somente pela fama e o nome para o clube poder arrecadar mais verba.

Sem contar o intocável Ricardo Texeira e seus comparsas, que a cada dia aparecem denúncias de corrupção, mas “nem Deus tira ele do cargo” conforme suas próprias palavras.

Concluindo, a atuação do Barcelona não foi somente um banho de bola, estampou para o mundo quais são os dilemas e desafios para o nosso futuro. Não temos um pequeno problema de “entressafra” de jogadores e sim uma crise de concepção, valores e identidade – do jeito que está, estamos muito longe de ter uma seleção que possa ser campeã do mundo.

Talvez o futuro do futebol brasileiro esteja no futebol do futuro mostrado pelo Barcelona.

O que você pensa sobre as perspectivas do nosso futebol?

Post to Twitter Post to Facebook Send Gmail Post to LinkedIn

dez
20

A novela nossa de cada dia

A vida nos prepara muitas surpresas, como novela e presente.

Hoje, comecei o dia de trabalho lendo a crônica “A novela nossa de cada dia“, escrito por Yves Dumont, compartilhado por sua irmã, minha amiga e companheira de trabalho Christiane Silva – o encanto transpassou as palavras e logo fui surpreendido pelo nobre gesto de autorizar a publicação aqui no blog.

Sou feliz pela boa atitude, os ótimos relacionamentos e o desejo de compartilhar.

O Natal mal chegou e fui presenteado com emoção e solidariedade. Aqui, ingredientes certos para desejar um “Feliz Natal e Excelente 2012 para todos!”.

Faço as minhas, as palavras de Yves Dumont:

A novela nossa de cada dia

Bom dia, São Paulo.

O meu Natal, seguramente, vai ser diferente do seu. E o seu, diferente do Natal de todos os seus amigos, vizinhos, parentes distantes, colegas de trabalho, de todas as pessoas, enfim, que você conhece ou não. Cada um de nós, computados todos os bilhões de filhos de Deus que o mundo abriga, vai ter o seu Natal particular, o momento solitário de saborear – à sua maneira – essa festividade única, campeã indiscutível da emoção e da solidariedade.

Não estou falando apenas de Natais diferentes entre si, em decorrência de contrastes sociais, econômicos ou culturais. Porque é claro que o Natal de cada um é ditado pelo status que atingimos, pelo dinheiro maior ou menor que conseguimos reunir no bolso, pelas tradições que nossas origens nos impuseram. E, se levarmos em conta esses pormenores, é mais do que seguro que cada Natal vai ter sempre uma cor particular.

Não podem ser iguais as festas de pobres e de ricos; das crianças e dos adultos; de europeus e de africanos; de esperançosos e de desiludidos; de cristãos e de ateus; de apaixonados e de céticos; de pragmáticos e de sonhadores; dos que têm saúde e dos que estão enfermos. Cada uma, invariavelmente, vai carregar a sua marca, ditada pela história de quem a cria, pelo poder de que desfruta, pela fartura ou dificuldade que rege sua vida.

Mas não eram essas as diferenças a que me referia. Falava desse rico turbilhão interior que o Natal, como nada, faz brotar em cada um de nós. E de como nos remete às mais nostálgicas lembranças e nos induz às mais profundas reflexões, produzindo, seguramente, uma emoção especial – e diferente – em cada ser humano. Tentava dizer, enfim, que não importa se estivermos na mesma festa, cada um vai ver o Natal de uma maneira.

Tudo isso, no entanto, não é o mais importante. Porque as festas diferentes que vamos organizar daqui a alguns dias, e as emoções também diferentes que elas farão brotar em nosso peito, serão movidas por um sentimento único, o mais importante de todos. E, nisso, o Natal é mesmo imbatível, algo fascinante, capaz como nada de aproximar os homens, neutralizar as divergências, unir os opostos, eliminar os rancores.

Vamos todos, novamente, por mais peculiares que sejam nossas festas ou as emoções que elas nos proporcionarão, sentir o mesmo nó na garganta; a capacidade de abrir os braços para o abraço, como não fazemos no resto do ano; a maravilhosa sensação de que podemos – e devemos – ser solidários. E vamos chorar, rir, ter saudades, projetar sonhos, fazer promessas, beber mais do que a conta, acreditar por fim que a vida vale a pena.

Está quase na hora de vivermos mais um Natal, cheios de coragem e de esperança. Que ele sirva, mais uma vez, para nos ensinar, sejam quais forem nossas diferenças, que é mesmo possível “amarmo-nos uns aos outros”. E é obrigação tentarmos fazer o amanhã melhor do que o hoje; o depois do amanhã melhor do que o amanhã; e assim sucessivamente, sem medo de estender a mão, de abrir o peito o ano inteiro para o espírito dessa força mágica chamada Natal. Até aprendermos, finalmente, a difícil arte de ser feliz…

[]`s
Daniel Bryan

Post to Twitter Post to Facebook Send Gmail Post to LinkedIn

nov
23

Apple, um caso de amor

Desculpem o longo período sem posts. Ando muito ocupado com assuntos profissionais e o blog, um hobby, vai ficando para depois.

Pouco antes do recente falecimento de Steve Jobs, voltei a plataforma Mac por necessidades profissionais e desde então, fiquei com vontade de expor parte da minha percepção de seu feito.

Se foi o inventor, simplificador, mítico, deu os passos certos e empreendeu para que a interação homem e máquina fosse a mais amigável. Talvez se foi o maior inventor das últimas décadas.

Reinventou o computador, walkman, celular, tablet, notebook, todos estes já existiam, mas não com toque de Jobs e sua equipe, transformando produtos em objetos de desejo.

Sorte?

Diria que foram acertos. Desde quando apropriou-se da ideia da xerox, micro computador humano com ícone e mouse, Jobs já revelava sua capacidade de sintetizar necessidades de usuários, visando simplicidade e usabilidade como marca.

Jobs tinha uma equipe que funcionava. Em especial Jonathan Ive, famoso pelo design elegante e minimalista, participou com Jobs do lançamento dos iMacs coloridos, ajudou a pensar o iPod, iPhone e o iPad. Teve reconhecimento do seu trabalho em MoMa (Museu de Arte Moderna de Nova York).

Acertou também quando construiu sua própria figura, foi um exemplo de liderança na Apple e empreendedor fora dela. Visionário, suas palavras cativavam multidões, seu perfil ampliava a repercussão da marca.

Seu legado?

Começou com o primeiro computador pessoal para o mercado de massa e terminou líder de mercado. Trabalho que vai além, revolucionou a música, numa época que borbulhava campanhas antipirataria, comprou o estúdio Pixar falido e anos depois, virou o maior acionista da Disney. Sem falar nas outras áreas que viveram sua influência, como a dos games, filmes, livros, tv, entretenimento e comunicação em geral, até os dias de hoje.

O mundo perdeu sem Steve Jobs?

Confesso que as ideias de Jobs foram boas e suas criações foram muito legais, pena que fechadas, entendo, fruto da cultura da época, hoje, o mundo continua com outras ideias, mais abertas, livres, como a Internet, Android, Wikipédia, Software Livre, CC e tantos outros.

E na comunicação?

Acredito que a Apple é referência para muitas empresas. Se por um lado, o modelo de negócio foi altamente fechado, exclusivo e proprietário. Por outro, conseguiram criar uma mecânica que articulou marca, produto funcional e design como instrumento de valor como poucas empresas conseguiram e quem saiu ganhando foi a humanidade como um todo, pois marcas líderes forçam concorrentes seguidores a melhorarem seus produtos.

Outro caso, já perguntou a um motociclista qual a moto do sonho?

Uma Harley, claro! Usuários dirão que é o ronco do motor, que cria sensações de liberdade, poder e domínio sobre a máquina, potência, conforto e estilo.

Os exclusos dirão que isso sim é moto, um espetáculo, não pela experiência e sim porque ouviu falar bem. Eles lutarão pela ascensão financeira como caminho para viver o sonho.

Pulmmer identifica na literatura psicológica o que chama de conjunto de necessidades universais: ser, pertencer, fazer e crescer (PLUMMER, 1998, p.1).

Parece discurso utópico, mexe com sonho, ideal, persistência, conquista, ao ponto que o produto e as promessas da marca transformam-se na justificativa do esforço em tê-los, o mesmo acontece com Louis Vuitton, Giorgio Armani e tantas outras.

Até que ponto é marca ou produto?

Motos têm rodas e motor para transportar, bolsas são de couro e armazenam objetos, roupas vestem desde Adão e Eva. Carros não voam, computadores não tem vida própria… seu carro em meio ao trânsito, é apenas mais um veículo, não importando se é o mais luxuoso ou simples. Produtos tem diferenças no material, formato, cor, peso, ajuste de tecnologia, porém, o objetivo final é sua funcionalidade e seu valor foi a marca quem ajudou formar no imaginário.

Segundo Kotler, “produto é tudo o que pode ser oferecido a um mercado para satisfazer uma necessidade ou um desejo” e marca é representação gráfica que comunica a promessa de um produto.

Pra mim, Windows não é melhor ou pior que MacOS, a câmera Nikon que Canon, PS3 do Xbox, IOS do Android – são apenas tecnologias diferentes, que evoluíram quase que equiparado para manter-se no mercado. No meio a tantas marcas e produtos, o que vale mesmo é a evolução de quem as usam.

Meu Mac veio de encontro ao momento em que vivo, precisava de mais facilidade para otimizar tarefas criativas e mobilidade extrema. Em outras épocas, iria preferir PC pela maior integração com softwares e games.

Já o celular, optei o contrário acima, o Android convida-me a interagir e acompanhar toda evolução da plataforma.

No mais, os benefícios propostos são muito próximos um dos outros e minhas escolhas acabaram sendo feitas por detalhes, talvez somente sentidos por quem conhece bem.

Para quem não tem oportunidade de conhecer o produto, suas opções estarão baseadas em informações que a marca promete e experiências de amigos e conhecidos.

Concluindo, a Apple contribuiu muito para a interface amigável, trabalhou bem a construção de marca líder, construiu a figura Jobs sendo um deus tecnológico, fizeram bons produtos e ainda fidelizaram seus clientes ao ponto dos mesmos tornarem revendedores (viralização).

Penso que mesmo o objetivo final sendo o lucro, a lição de casa foi tão bem feita que valeu a pena! Fizeram parte da nossa história.

O que você pensa de Steve Jobs, Apple e as grandes marcas?

Ver +

Americanos passam dias na fila para comprar iPad

Comercial Samsung tira sarro de fanboys Apple

Post to Twitter Post to Facebook Send Gmail Post to LinkedIn

mai
18

Novo tema e o remix

Theme v2

Novo tema site portfolio, Theme v2.



Pessoal,

A rede é uma pratica recombinante onde tudo que é bom não se desperdiça, assim surgem pitacos a cada instante e seu trabalho vai ganhando outra cara.

Apresento o Theme v2, um upgrade na interface do meu site. O conteúdo também ganhou novo projeto, o vídeo de Biossegurança em HD da FFO-Fundecto, produzido em parceria com @pingo_no_i, confira no site.

Paisagem atraente, porém o excesso de azul saturava o todo com frieza.



Na mesma proposta anterior, agora tons de amarelo, marrom e verde transcendem aconchego e vida. As janelas foram reordenadas em fileira única, facilitando entendimento. Botão deslizante finito. O “azul identidade” compõem os detalhes e sinaliza interação.



O design da janela era grosseiro, tipografia com difícil leitura.



Melhor design e leitura. Transparência nas janelas, criando harmonia entre conteúdo e paisagem.



Formato que não aproveitava área útil.



Formato que valoriza o conteúdo.



Diversas janelas para mesmo assunto. Botões de paginação fora do conceito atual.



Conteúdo condensado. Melhor proporção nas fotos. Navegação com conceito mais atual.



Menu horizontal de contatos simples.



Menu horizontal mais sofisticado.



Faça um test drive no www.bryan.com.br e compartilhe o que achou aqui no blog.

Sigo com breve reflexão sobre o remix.

O remix

Prática recombinante semelhante a gambiarra.


O remix é uma prática recombinante com diversas adaptações, semelhante uma gambiarra, na rede é garantida pela facilidade do digital em transformar tudo sem perdas.

Encontramos sua prática na música, quando solista de jazz resgata em sua mente, desde as aulas de infância com pai até sons de grandes artistas, no fruir, é como se o músico pegasse uma colcha de retalhos de repertórios e fosse reconstruindo com sua identidade e contexto para seu público.

A mesma lógica vale na ciência, quando pesquisador faz uma descoberta, aproveita todo o trabalho de outros cientistas que vieram antes.

No trabalho, aproveitamos procedimentos e rotinas de outros profissionais. Quando percebemos que pode ser melhorado, somente continuamos.

Em família, pais e avós educam seus filhos passando seus conhecimentos, cultura e valores.

Qual é o problema que “neste mundo nada se cria, tudo se copia”? Melhor, “se recombina”!

Aprender, transformar e devolver, processo, que sempre fez parte do ciclo da vida, nossa cultura e traz aperfeiçoamento.

Qual é a fonte do segredo?

Penso que pouco importa! A fonte não é mais importante do que a pessoa do autor, menos ainda seu conhecimento e obra.

O que importa é o exercício, a realização, resultado, emoção, solução.

Não sou contra fonte, precisamos valorizar nossos próprios trabalhos e de outros que resultam o nosso. Mas que este reconhecimento seja lúcido, pelo valor ao próximo. O resto é marketing e ganância!

Endeusamento de autoria, construção de mito e olhar engessado na fonte, são conceitos criados por entidades que exploram todo um mercado, como a indústria da intermediação que alienam seus consumidores a entender que seus produtos é a melhor coisa da vida e que será muito infeliz sem!

Consumidor, preciso saber quem fez e se é original? Se não julgar ser original, então é pirata… não presta!

Mediador, preciso sempre garantir que obras/produtos serão genuinamente autênticos, não pela inovação, sim pelo respaldo jurídico que terei para explorar ainda mais dinheiro.

Penso que a web estabelece uma nova ordem nas relações, irá diminuir cada vez mais os espaços para negócios baseados na intermediação. Agora tenho acesso diretamente a qualquer tipo de informação e ao profissional, não preciso tanto do mediador. Sobre criação, qualquer pessoa torna agente na rede e pode remixar, não é mais exclusividade de profissionais e artistas.

Todos somos produtores, consumidores e transformadores de si mesmos, em grande sinergia.

E você, o acha do remix em nossa cultura?

Segue vídeo de amigo, onde a trilha sonora original foi criada para área farmacêutica. Após muitos remixes, imagens do cotidiano inspiraram um novo sentido à música:

Almost9 from Armando Vernaglia on Vimeo.

Post to Twitter Post to Facebook Send Gmail Post to LinkedIn

mar
22

Novo Site e o Flash

www.bryan.com.br

Olá pessoal,

Já ouviram aquela expressão que em casa de ferreiro o espeto é de pau?

Passei mais de 1 ano protelando a criação do site como portfolio com a certeza que o mesmo não seria tão determinante para meus projetos profissionais. Comigo, o que sempre valeu foi o bom relacionamento conquistado através de transparência, integridade e dedicação.

Qual foi a inspiração?

Adianto que não busquei na publicidade, técnica ou mercado.

Surgiu descomprometido, egoísta, nos momentos vagos, pelo prazer estético, pensando somente na liberdade e a arte (Arte pela arte).

Na mente surge paisagem infinita, natureza, talvez meu ideal de lugar, os tons azuis são a minha identidade, minha história, a trilha estimula os sentidos, transporta, nem que seja por instantes. As matérias-primas, como imagens, sons e scripts, foram todos free (Cultura livre), e o “de graça” (Cultura da dádiva) se tornou valioso na consciência que reaproveitei tempos, conhecimentos, técnicas e talentos, são bens que tomei emprestado e recombinei da minha forma (Remix, André Lemos).

A dinâmica das janelas, ícones, sensação dos movimentos deslizantes, foram inspirados no Froyo (Android).

Por que usar Flash?

Sei que a tecnologia é antiga, talvez com seus dias contados, pesado, incompatível com certas plataformas, também tomou posições de mercado curiosas, como sua briga com a exclusiva maçã (ver +).

Mesmo assim, aposto minhas fichas no potencial multimídia e quase 12 anos de conhecimento acumulados onde não abro mão.

O que tem de novo?

Últimos projetos 2010, como o site do grupo Delga, que representa o máximo em tecnologia de sites, campanha na Internet do Mercadante gov/SP, pelo caráter inovador e comunicação DGallan, pela qualidade do reposicionamento. Os demais projetos foram reeditados na maneira de apresentar, alguns ganharam o movimento do vídeo e outros o resumo estético da fotografia.

Convite

Faça um test-drive através do endereço: www.bryan.com.br. E fique à vontade para subir comentários do que achou aqui no blog.

Para entender mais sobre o Flash, prossigo com breve texto que preparei.

O Flash

Flash 2, o primeiro da Macromedia

Lembro quando visitava amigos desenvolvedores, no tempo de BBS, ICQ, Netscape, surgiam os primeiros provedores de Internet no Brasil, conexão discada, modem USRobotics, o barulho conectando e a emoção de subir na rede.

Nesta época, a grande descontração era visitar sites Flash que eram verdadeiras obras primas, como: 2advanced, mediahaus e eye4u. Eram os mais admirados, copiados e mágicos da Internet.

Por Jonathan Gay, Flash é um software gráfico vetorial desenvolvido pela Macromedia, que permite animações e programação através da poderosa linguagem ActionScript. Ganhou muitos desenvolvedores (sou um deles, comecei no Flash 2 em 1998) e seu potencial multimídia conquistou toda Web ao ponto de fazer história. Em 2005, a Macromedia foi comprada por seu maior concorrente, a Adobe.

Minha opinião, o maior acerto do Flash foi conseguir compilar desenhos vetoriais, imagens com transparência, sons, funções em objetos e sobreposições em camadas numa época em que tags HTML(s) e os navegadores mal conseguiam reproduzir som ou diagramação mais definida (não havia CSS e o JavaScript estava em desenvolvimento, ambos dariam origem ao DHTML).

Com crescimento da banda de internet e a Web 2.0, o trânsito de materiais em vídeo aumentou muito e o Flash foi adotado padrão para exibição, tanto em sites como em grandes repositórios (Youtube e Vimeo).

Outro ponto positivo foi o ActionScript 3, que consagrou o Flash para além do design, agora é possível criar verdadeiros softwares parrudos e interagir com banco de dados (Oracle e MySQL) e linguagens como PHP e ASP.

O maior erro do Flash foi ser formato fechado (SWF), impossibilitando o remix, diferente do HTML. É difícil a leitura em buscadores (hoje lê somente textos em caracteres), impedindo a semântica. E por último, a Adobe manteve rígida a lógica proprietária, não soube criar políticas de abertura e remodelagem no modelo de negócio mais condizente com a nova cultura.

Hoje, Adobe anuncia o Wallaby, ferramenta para converter Flash em HTML5 na tentativa de levar os conteúdos ao sistema móvel iOS, do iPad e o iPhone (ver +).

Para terminar, penso que os desenvolvedores usarão cada vez mais soluções free e ambientes abertos, como Linux e Android. Um dos caminhos seria garantir que a tecnologia permaneça padrão, assim como Google fez com suas ferramentas, abrindo o código se preciso, fomentando discussões no entorno e cobrando somente relacionamentos entre empresas (Google Apps).

Se os internautas precisarem usar a tecnologia, que fosse de graça. Mas se o mercado publicitário quiser promover uma marca, por exemplo, que faça investimentos necessários para continuação da ferramenta.

Agora já é tarde… HTML5 vem ai!

E você, o que pensa do Flash?

Mais sobre a história do Flash:

Até a próxima.

[]`s
Daniel Bryan

Post to Twitter Post to Facebook Send Gmail Post to LinkedIn

out
02

Eleições interativas, campanha livre

Reta final e #ViradaPaulista em clima de otimismo e foco. Interagentes dialogam propostas, ideais e valores. O argumento é a arma, bom relacionamento a relevância, coletivo a inteligência, remix a criatividade, e a Internet, o grande campo de batalha.

Olhamos para os últimos 16 anos em São Paulo e vemos atrasos na educação, transporte, saúde, segurança pública e outros. Surge então o Candidato do Futuro com propostas para fazer por São Paulo o que o Lula fez pelo Brasil. @Mercadante representa um salto de qualidade e seus desafios começam ser vencidos com muita Inovação em sua Campanha 2.0.

Economia da Atenção

Os desafios para uma campanha 2.0 em São Paulo são muitos, em resumo, o cinismo e o preconceito (por @samadeu) dos paulistas, a blindagem da mídia tradicional (e portais 1.0) e a exclusão digital.

O primeiro se vence com informação e argumento, o segundo com meios mais democráticos e descentralizados como a Internet e o último promovendo um ambiente para eventos amigáveis, como as redes sociais (Facebook e identi.ca), no caso da campanha, a RedeMercadante.

@RedeMercadante é um espaço 2.0 com grupo estratégico de articulação na Web, onde sua importância está na capacidade de construir relacionamentos e diálogos – desta maneira a ideia se multiplica, viralizando diferentes vozes e opiniões para alcançar resultados nunca antes vistos.

Se na Web tod@s podem falar, subir seus textos, debater ideias nos mais variados suportes, então podemos afirmar que muito dinheiro viabiliza a melhor estrutura para eleger um candidato na web?

Errado, esta é a lógica da mídia tradicional que não se aplica no virtual, lógica que Alckmin do PSDB usa até hoje em sua campanha digital porque depende de uma indústria da intermediação, ele gastou 3X mais que o #Mercadante para fazer muito menos.

Na Internet, interagentes não são fantoches condicionados a mudar ou não de canal. Subestima-se a capacidade crítica de uma inteligência coletiva que oriunda das redes e que são ávidos por construção de relacionamentos.

Como chamar e reter a atenção em um universo tão vasto de informações? Sendo de fato relevante.

“O que a informação consome é óbvio: consome a atenção de quem a recebe. Por isso, uma grande riqueza de informação cria pobreza de atenção e a necessidade de alocar efetivamente a atenção em meio a uma superabundância de fontes de informação que podem consumi-la” (ADLER, Richard. A conquista da atenção, p. 17).

A equipe do #Mercadante saiu na frente do #Alckmin, pois entenderam a lógica das redes, conhecem a Internet longe de preconceitos, intrusões, monopólios e interesses de terceiros. Sabem que aqui (ciberespaço) as regras são outras, a mídia tradicional, o dinheiro, sites bonitos e falar bem diante das câmeras agora são remodelados em uma nova ordem.

Se quiser minha atenção então seja inteligente e saiba conquistar!

Em São Paulo, o Candidato do Futuro está se saindo muito bem, usando o potencial das redes com inteligência a seu favor e assim diminuindo a cada dia a vantagem do seu opositor. Se já mostrou Inovação no uso da Internet, assim como Barack Obama fez, imagine o que ele fará por São Paulo?

E você… o que pensa sobre as eleições interativas?

Mercadante na Internet

RedeMercadante.com.br – Rede social feito em sistema totalmente free.

De Volta para o Futuro
Seriado em trash vídeo que utiliza o humor para tratar dos problemas de São Paulo. Mais de 8 mil acessos em único dia, destaque do Blog Conversa Afiada e Portal Vermelho.

EuComLula.com.br
Vídeo interativo onde é possível inserir imagem para aparecer junto ao Lula, Suplicy, Dilma e Mercadante. No final gera um link que você pode enviar para seus amigos por e-mail.


48hdemocracia.com.br
Cobertura cidadã dos últimos momentos das eleições de 2010.


Petista lideram nas redes sociais

Post to Twitter Post to Facebook Send Gmail Post to LinkedIn

jun
08

ATO & ARTE

Um novo ciclo profissional começou… ATO & ARTE nasceu do desejo de usar a Arte para mover o ser humano, transformar imagens corporativas e melhorar resultados.

Nossa proposta é trabalhar junto aos departamentos de marketing e agências de propaganda, provendo-os de materiais de excelente qualidade para que possam trabalhar criação da melhor forma possível.

Da onde vem o nome?

Podemos aprender muito com a Arte, enriquecer nossos trabalhos com técnica, estética e principalmente história. Das obras até os gênios da arte encontramos referências sobre empreendedorismo, criatividade e inovação, ou seja, inspirações com conteúdo e estratégia que um dia integraram, emocionaram, moveram pessoas num senso comum.

Se for um site, que tenha cinema, fotografia e poesia. Se for revista, que seja com super design, que promova pessoas acima de instituições. Se for vídeo, que tenha identidade própria, trilha sonora evolvente, a melhor direção de arte, fotografia de verdade e roteiro criativo.

Até aqui um pouco do lado ARTE do nome, o lado ATO comento nas palavras de Aristóteles:

“Todas as coisas são em potência e ato. Uma coisa em potência é uma coisa que tende a ser outra, como uma semente (uma árvore em potência). Uma coisa em ato é algo que já está realizado, como uma árvore (uma semente em ato)”.

Se comparado ao teatro, no ATO da peça o artista se prepara muito para tocar as pessoas, fazer rir ou chorar, emocionar, aqui entra ATO & ARTE.

Aula Publicidade e Arte - Cásper

Conheci o Armando no curso de Pós na Cásper, disciplina chamada Publicidade e Arte ministrada pela Prof.ª Marlene Fortuna. Fizemos alguns experimentos em sala como cartazes, fotos e vídeos. No último semestre nos reencontramos na disciplina Comunicação e Crise do Prof. Luiz Alberto, onde Armando me convidou para um grupo que mais tarde seria a ATO & ARTE. Tivemos como projeto o desenvolvimento de um Manual de Crise verídico para uma refinaria de petróleo.

Primeiro trabalho como ATO & ARTE

O trabalho foi um sucesso, nota 10 mais elogios por parte da empresa. Após-a-pós já tínhamos pronto nome, logomarca, domínio e demais detalhes pré-estudado. Quando chegou o momento, somente levantamos a bandeira e seguimos, e o grupo após algumas mudanças fixou em Daniel, Ricardo, Armando e Cris.

Daniel, Ricardo, Armando e Cris

E o que tem de diferente?

Inauguramos o site esta semana e junto alguns tabus de mercado foram quebrados:

O que somos – enquanto todos querem ser agência, preferimos nos posicionar como estúdio de criação e poder até prestar serviços a outras agências.

Quanto custa – precificamos nossos principais perfis de trabalho. A iniciativa surgiu para desmitificar o quanto se cobra por ai, tentar tangibilizar algo tão intangível, com transparência e foco no serviço, agora é certeza de previsibilidade orçamentária.

Como funciona – enquanto a maioria são sobrinhos e emergentes de outras áreas, somos especialistas com mais de 10 anos de experiência e com excelente portfólio de clientes satisfeitos.

Também recusamos qualquer prática de BV (bonificação por volume) ou outra circunstância que aflija nossos valores, como ética, respeito, qualidade e responsabilidade.

Continuarei com meu nome no mercado, desenvolvendo alguns projetos para clientes antigos. No mais, sigo com esta nova bandeira.

Convido para seguir no twitter: @atoearte. Postaremos dicas de fotografia, ilustração, design e outros assuntos.

Visite o site: www.atoearte.com.br

Aguardo críticas, sugestões ou mesmo oportunidade para próximas cotações.

Uma ótima semana!

[]‘s
Daniel Bryan

Post to Twitter Post to Facebook Send Gmail Post to LinkedIn

mai
19

Eventos, estratégia interativa


Copa do Mundo, Brasil cada vez mais verde amarelo. Os eventos solucionam um dos maiores desafios da sociedade contemporânea: obter a atenção.

Pessoas reunidas e felizes, clima de festa e alegria, folia, corneta e fogos a cada gol, rodadas de pipoca, cerveja, muito refrigerante, turma de amigos, no prédio, rua, faculdade, trabalho ou mesmo em casa com a família… O que vale é torcer junto e depois, o clima de satisfação permanece ainda mais se o Brasil for campeão.

Encontramos eventos nos games, churrasco com amigos, aniversários, casamentos, partida de fut, flash mobs, passeatas, protestos, orquestras, shows, concertos e exposições. Com caráter social, corporativo, entretenimento, uma causa, religioso, esportivo, cultural ou político.

Por que eventos são tão envolventes?

Na história, cultura romana (muito influenciada pela grega) onde a coragem, a honra e a força eram virtudes admiradas pelos romanos (752 a.C. a 476 d.C.); os espetáculos que destacavam esses atributos eram valorizados e apreciados.

Com crescimento urbano surgiam problemas sociais, a escravidão gerava muito desemprego na zona rural. Estes migravam para as cidades romanas em busca de melhores condições de vida e o receio de uma revolta fazia o imperador criar a política do Pão e Circo, que oferecia alimentação e diversão quase todos os dias nos estádios (o mais famoso foi Coliseu). Desta forma, a população desviava o foco dos problemas diminuindo as chances de revolta.

A Sociedade do Espetáculo, uma crítica teórica do Guy Debord, fala sobre consumo, sociedade e capitalismo. Em resumo, a sociedade prefere: imagem/representação ao realismo concreto; aparência ao ser; ilusão à realidade; imobilidade à atividade de pensar e reagir com dinamismo. Assim, o homem é levado à passividade.

O autor reforça a idéia que os indivíduos abandonam a dura realidade dos acontecimentos da vida e passam a viver em um mundo movido pelas aparências e pelo consumo permanente de fatos, notícias, produtos e mercadorias;

Partindo da falta de tempo e o excesso de informação a que o homem contemporâneo está submetido, encontramos nos eventos propósito para envolver a pessoa pela capacidade de interação, o enredo, a brincadeira com regras, o sensorial, o lúdico, o encontro, sendo instrumentos determinantes que abrem caminho para reter a atenção e trabalhar envolvimentos em outros níveis como imersão.

Acredito que o sucesso dos eventos está em nós mesmos (baseado em pesquisa): vem da necessidade de Ser (Quem sou eu?) e Pertencer (fazer parte de algo maior, uma família, comunidade, local, sonho ou conjunto de valores). A veracidade do real em eventos ganha mais força nas experiências sensoriais (presencial ou não), onde tocar, rir, comer, beber, ouvir, falar, representar, está muito acima do envolvimento dos meios mais tradicionais, como um cartaz publicitário.

Evento de sucesso promove o boato, a curiosidade, pessoas replicando comentários e idéias. O momento é único e quando bem aproveitado fará com que os próprios envolvidos sejam veículos de si mesmos/causa, usando a mais simples e efetiva tecnologia: o boca-a-boca. A motivação será alimentada pela alegria e satisfação.

E você, o que pensa sobre os eventos?

[]‘s
Daniel Bryan

Post to Twitter Post to Facebook Send Gmail Post to LinkedIn

abr
26

Redes pessoais


Momento de reciclar contatos e a reflexão: o que te torna relevante para ser lembrado?

Inspirado em conversa presencial com social media.

As redes sociais facilitam aproximação entre pessoas pelo compartilhamento de idéias onde os interesses e objetivos são comuns, isso todos sabem. Sua proposta sofreu mutações com as mudanças no comportamento de como são usadas, segue breve opinião:

Sou o que aparento ser: Orkut, Facebook e MySpace são os mais usados no Brasil. É bom para acompanhar fotos de parentes distantes e poder desejar Feliz Aniversário no dia certo.

Repositório: Youtube, Vimeo, Flickr, Videolog, permitem profissionais compartilharem suas produções em alta qualidade. Para não profissionais, ótima opção de backup.

Idéias: Blog e Twitter, compartilham conhecimento com possibilidade de reflexão. Hoje muito usados para tags populares: “#prontofalei”, “#naotempreco” e “#tovelho”. No Blog, divisão entre diário pessoal, retransmissão de recortes virais ou repositório de softwares.

O mundo está interconectado em ambientes virtuais que dispensam a lógica do mediador, posso falar diretamente com quem tenho interesse e caso não tenha acesso, chego através do amigo do amigo. Porém, ter o acesso não significa que serei relevante para pessoa.

Por que você merece minha atenção?

Construir conteúdos com qualidade para competir com infinitos outros conteúdos e ao mesmo tempo manter-se relevante para as pessoas é um desafio grande numa sociedade onde o tempo é um bem muito escasso.

Podemos partir da idéia que a qualidade dos contatos é decorrente do bom relacionamento, este tem que ser construído com árduo trabalho de manutenção para quando precisar ser correspondido.

Conheço amigos que possuem milhares de outros amigos virtuais, seguem-se mutuamente, mas quando se encontram pessoalmente fingem não se conhecer pelo trabalho de conversar, pensam:

- Já conheço o fulano pelas idéias, falar mais o que?

A qualidade do relacionamento é questionável, valores como alto número de acessos são insignificantes comparados as percepções presenciais, como aperto de mãos, um abraço, o tom de voz, sinceridade frente aos olhos, improviso nas respostas, tudo isso num simples café ou rápido encontro rotineiro.

Pode parecer discurso auto-ajuda, mas boas ações presenciais refletem imagens positivas onde a Internet torna-se apenas um papel complementar.

Penso que o caminho é servir ao próximo, sendo útil no momento oportuno com aquilo que posso fazer de melhor. Um dia a ação será relembrada pelo beneficiado.

Assim, no ringue de redes sociais vs redes pessoais, na segunda opção tenho a chance de fazer com que as minhas atitudes sejam publicidade e pessoas virem mídia.

E pra você, o virtual substitui o pessoal? O que pensa a respeito?

Vem ai…

Conheça no endereço: www.atoearte.com.br

Ps.: se você recebeu convite para este post, privilegiado, por algum motivo te considerei relevante.

[]‘s
Daniel Bryan

Post to Twitter Post to Facebook Send Gmail Post to LinkedIn

Posts mais velhos «