A cultura digital trash
- 2009/julho/14
- Posto em cibercultura
- Por Daniel Bryan
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No último post tratei do “Caos no mercado de comunicação“, na Arena (cenário) empresas líderes e seguidoras, grande agências, profissionais que vivem da comunicação, atravessadores, migradores, a baixa cultura e outros fatores que fazem da área um caos.
Para esquentar o clima, apresento a Cultura Digital Trash que surgiu do movimento punk da década 70 na Inglaterra, levando o lema “do it your self” (faça você mesmo), ganhou expressões na música, literatura e moda.
Encontramos esta cultura em movimentos sociais através de blogs, podcastings, softwares livres, web 2.0 e redes p2p. São vistos pelos profissionais da comunicação como produções de conteúdo banal e estetização da baixa cultura popular.
O conteúdo gerado pelo público vem crescendo e atraindo cada vez mais adeptos, ganhando força suficiente para concorrer com os meios tradicionais de geração de conteúdo e meios massivos de comunicação. São mensagens virais (boca-a-boca), tutoriais, fotos e vídeos feitos por celulares, animações, conteúdos em wikis, blogs, sites e buscadores cada vez mais poderosos.
Assim o digital trash constitui um movimento cultural amplo, descentralizado, global, remixado, caótico, contendo novas e inusitadas formas de expressão, terminologias, referências multimidiáticas que confundem noções de propriedade intelectual, autoria ou mesmo idéia de arte.
O grosseiro, exagerado, baixo conceito e estética, ruídos excessivos, não objetividade, entretenimento barato, experimentações de linguagens descomprometidas por qualquer noção de arte, padrão técnico e profissionalismo fazem parte deste novo público.
Diante deste cenário, o que fazer?
Para o profissional de propaganda e marketing, como anunciar algo para um público quando é este que assume o controle das mídias e de seus conteúdos?
Como chamar e reter a atenção de um público que gera conteúdo repleto de estrelas reputativas, fruto da visão de quem está mais próximo do produto/serviço/assunto do que o próprio autor/marca/empresa?
Para quem vive da técnica/ferramentas (fotógrafos, ilustradores, designer, publicitários, jornalistas, webmasters) como competir com a cultura “faça você mesmo”? Sendo que sistemas/devices são cada vez mais inteligentes e amigáveis, “dispensando” um profissional.
Muita água vai rolar, algumas profissões deixarão de existir, outras surgirão com as novas possibilidades. Para os profissionais de marketing e publicidade, o desafio será repensar estratégias que não sigam modelos massivos intrusivos, chamar a atenção diante de tanta oferta de informação.
Acredito que o futuro para reter a atenção será construir ambientes que permitam novas experiências, concentrem pessoas em eventos temáticos, reais ou virtuais. Nesta ordem entra o lúdico, a brincadeira como mediador de um público cada dia mais segmentado. São ambientes que propõem conhecimento gerado pela troca de experiências, interfaces que permitam a interação.
Para concluir, acredito que os profissionais devem aproveitar o momento e fazer com que esta nova cultura incorpore em suas estratégias. Se por um lado a valorização da técnica (num âmbito geral) pode estar comprometida, por outro, o volume de ações cada vez mais criativas aumentam. A grande rede é viva e requer dedicação, interação sempre, resultando em uma nova perspectiva de negócios.
Penso que a importância da comunicação está mais clara, mais democrática. Todos sabem o que é um bom site, a importância de boas imagens, o bom relacionamento, o papel dos blogs, quanta técnica e dedicação são usadas para um stop motion e para melhorar ainda tem um desejo unânime que a sua empresa/idéia seja aceita, em tempo real e mais atualizada possível.
Nesta transformação, possibilidades são maiores que portas que se fecham – cabe a nós se adaptar e tirar o melhor proveito.
Segue abaixo algumas referências interessantes.
[]`s
Daniel Bryan
Referências
Os textos “Lixo ou Luxo na Cibercultura?” e “Economia da Atenção e Mensagens Publicitárias na Cultura Digital Trash”
Gatorade em Advergame

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Coca-Cola em Advergame

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Red Bull: A mensagem vale mais que o meio

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Sony Ericsson: Nada é mais chato que…

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Gillette

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Coketeens

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TIM: da TV p/ web
Doritos Sweet Chili
Skol em Realidade Aumentada
A Gafisa procura Ícones do Ipiranga

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Série 9MM: de bicicleta a 120 metros de altura

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Honda The Power of Dreams
Honda The Power of Dreams from micheledauria on Vimeo.
Origami In the Pursuit of Perfection
Origami In the Pursuit of Perfection from MABONA ORIGAMI on Vimeo.


Bom artigo Daniel, o interessante é pensar que nas décadas de 80 e 90, marcas diversas patrocinavam festivais de música de grande porte, quem é mais “antigo” com certeza se lembra de Hollywood Rock, Philips Monsters Of Rock, Free Jazz entre outros, especialmente as marcas de cigarro trabalhavam a idéia de eventos e assim criar ambientes favoráveis aos seus produtos.
É curioso ver como mesmo um produto ruim, e hoje estigmatizado como o cigarro, pode usar estratégias que hoje são tão necessárias às marcas.
Num tempo em que anunciar na TV é falar para milhões de pessoas sem que nenhuma esteja prestando atenção, um evento onde a pessoa seja envolvida sensorialmente é provavelmente uma das melhores alternativas, e o uso da web para mover o público para esses eventos tem grande potencial.
Vamos tocando o barco.
Abração,
Armando
Olá, faço parte de uma Iniciativa da Fundação Padre Anchieta, que se chama Conexão Cultura, esta possui o objetivo de levar conteúdos relevantes para quem acessa internet via telecentros e Lan House, sendo um novo projeto estou em busca de parceiros. Gostaria de realizar uma parceria com você, para assim divulgar nosso projeto em seu blog. Caso haja interesse entre em contato: conexaocultura@criax.com.br . Muito Obrigada e parabéns pelo seu trabalho!