Arquivo para a Categoria ‘o mercado’

ATO & ARTE

Um novo ciclo profissional começou… ATO & ARTE nasceu do desejo de usar a Arte para mover o ser humano, transformar imagens corporativas e melhorar resultados.

Nossa proposta é trabalhar junto aos departamentos de marketing e agências de propaganda, provendo-os de materiais de excelente qualidade para que possam trabalhar criação da melhor forma possível.

Da onde vem o nome?

Podemos aprender muito com a Arte, enriquecer nossos trabalhos com técnica, estética e principalmente história. Das obras até os gênios da arte encontramos referências sobre empreendedorismo, criatividade e inovação, ou seja, inspirações com conteúdo e estratégia que um dia integraram, emocionaram, moveram pessoas num senso comum.

Se for um site, que tenha cinema, fotografia e poesia. Se for revista, que seja com super design, que promova pessoas acima de instituições. Se for vídeo, que tenha identidade própria, trilha sonora evolvente, a melhor direção de arte, fotografia de verdade e roteiro criativo.

Até aqui um pouco do lado ARTE do nome, o lado ATO comento nas palavras de Aristóteles:

“Todas as coisas são em potência e ato. Uma coisa em potência é uma coisa que tende a ser outra, como uma semente (uma árvore em potência). Uma coisa em ato é algo que já está realizado, como uma árvore (uma semente em ato)”.

Se comparado ao teatro, no ATO da peça o artista se prepara muito para tocar as pessoas, fazer rir ou chorar, emocionar, aqui entra ATO & ARTE.

Aula Publicidade e Arte - Cásper

Conheci o Armando no curso de Pós na Cásper, disciplina chamada Publicidade e Arte ministrada pela Prof.ª Marlene Fortuna. Fizemos alguns experimentos em sala como cartazes, fotos e vídeos. No último semestre nos reencontramos na disciplina Comunicação e Crise do Prof. Luiz Alberto, onde Armando me convidou para um grupo que mais tarde seria a ATO & ARTE. Tivemos como projeto o desenvolvimento de um Manual de Crise verídico para uma refinaria de petróleo.

Primeiro trabalho como ATO & ARTE

O trabalho foi um sucesso, nota 10 mais elogios por parte da empresa. Após-a-pós já tínhamos pronto nome, logomarca, domínio e demais detalhes pré-estudado. Quando chegou o momento, somente levantamos a bandeira e seguimos, e o grupo após algumas mudanças fixou em Daniel, Ricardo, Armando e Cris.

Daniel, Ricardo, Armando e Cris

E o que tem de diferente?

Inauguramos o site esta semana e junto alguns tabus de mercado foram quebrados:

O que somos – enquanto todos querem ser agência, preferimos nos posicionar como estúdio de criação e poder até prestar serviços a outras agências.

Quanto custa – precificamos nossos principais perfis de trabalho. A iniciativa surgiu para desmitificar o quanto se cobra por ai, tentar tangibilizar algo tão intangível, com transparência e foco no serviço, agora é certeza de previsibilidade orçamentária.

Como funciona – enquanto a maioria são sobrinhos e emergentes de outras áreas, somos especialistas com mais de 10 anos de experiência e com excelente portfólio de clientes satisfeitos.

Também recusamos qualquer prática de BV (bonificação por volume) ou outra circunstância que aflija nossos valores, como ética, respeito, qualidade e responsabilidade.

Continuarei com meu nome no mercado, desenvolvendo alguns projetos para clientes antigos. No mais, sigo com esta nova bandeira.

Convido para seguir no twitter: @atoearte. Postaremos dicas de fotografia, ilustração, design e outros assuntos.

Visite o site: www.atoearte.com.br

Aguardo críticas, sugestões ou mesmo oportunidade para próximas cotações.

Uma ótima semana!

[]‘s
Daniel Bryan

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Todo poderoso


Ele é um ser supremo, infinito e perfeito, superior à natureza, acima dos homens, o melhor das empresas, mais rico, não se dobra a valores e regras de outras organizações, independente, a sua maneira de pensar e agir está além.

No centro do universo, o mundo gira ao seu redor e as coisas têm que ser do seu jeito. Pessoas, empresas e serviços são feitos exclusivamente para satisfazer suas vontades, no seu tempo e modo. Não há negociação, meio termo, exceção, quem manda é ele e ai de quem discordar.

Você disputa a chance de trabalhar com muitas outras agências, tão competentes quanto a sua, se seu orçamento for para a final, terá que convencê-los de seus diferencias com muita dose de criatividade – um completo aperitivo do que de fato será feito caso ganhe a conta.

Nós, atraídos pelo potencial financeiro e equipe especializada que fará parte do projeto, deslumbramos pelo portfólio de alta qualidade assinado por uma marca grande e conhecida. Aqui, você e sua equipe investem tudo para fechar o negócio.

Na cadeia alimentar, você elimina seus concorrentes e então a sua proposta começa a passear pelos departamentos, Diretoria, Compras, TI e outros. Aprovado pela Presidência (meses até anos depois), seu preço será achatado por uma equipe de contas ávida por colocar todo know-how a cheque. Cada centavo descontado será motivo de comemoração, e o parâmetro será centenas de outras propostas e orçamentos encontrados em São Paulo. Mas fique tranqüilo, a sua idéia é a que foi aceita.

Contratado, o projeto inicia com entendimento do que esperam por “algo caro”. Compraram muito além da concepção e produção de um projeto, no kit tem status, paparicos, surpreender em todos os momentos, porque eles não precisam de comunicação, seu quadro de funcionários é formado pelos melhores, podem fazer tudo, mas resolveram contratar a sua empresa pelo fôlego novo e a não responsabilidade (“santo de casa não faz milagre”, internamente jamais sairia o projeto).

Surge à decepção, o projeto começa a ficar muito caro e demandar tempo com outras coisas que fogem do escopo, a pressão e a exigência reinam de forma descontrolada, buscando satisfazer desejos supracitados neste post. Caso dê alguma coisa errada, a culpa será sempre da agência, pois o cliente é perfeito, seu tamanho justifica seu ser.

Fica o aprendizado: existem basicamente 2 perfis de negócios: 1º cliente emergente, formado por empresas que estão adquirindo a cultura em comunicação. 2º cliente deus, formado por empresas que estão no topo, que chegaram à liderança sem investimentos em comunicação.

1º) Cliente emergente é amável, decisões rápidas, tratamento direto com os donos (são diretores comerciais e marketing ao mesmo tempo). Nossas criações são bem aceitas e admiradas, pensam comunicação como arma estratégica, onde bem aplicada levará ao tão sonhado ganho de share. O relacionamento é de igual para igual, você é convidado para suas conquistas (um novo produto, festa de final de ano)… tudo perfeito com uma ressalva: não tem muita verba para investir em comunicação.

2º) Cliente deus estabelece uma relação servil, de cima (cliente) para baixo (fornecedor). O trabalho sai muito custoso, mas tem verba e nome.

Em lucratividade, a proporção está 4 (1º) X 1 (2º). Precificação, 8 (1º) X 1 (2º). Em trabalho, 10 (1º) X 1 (2º).

Existe o raciocínio que vale mais um mix de clientes com potencial crescimento do que atender poucos grandes. Porque se você perder 1 grande, estará fadado a quebra. Se for o pequeno, quase não irá sentir no orçamento e em breve será reposto com mais facilidade.

Seus concorrentes (cliente deus) serão grandes agências com nome e estrutura. Para os pequenos, profissionais liberais, estudantes, pequenas agências, bureaus, estúdios e atravessadores, como dentistas, músicos, arquitetos que resolveram fazer uma boquinha em outra área para complementar renda.

O grande tem muita verba, porém quase não rende lucro pela “exigência”, mas o resultado será referência. O pequeno, pouca verba, bom lucro na quantidade e portfólio não expressivo, apenas mais um trabalho com uma marca desconhecida.

Boa verba para portfólio pra uns, lucro para outros… na sua experiência, qual é o ideal de negócio?

Ps.: abaixo um vídeo bem interessante, principalmente pra quem vive de serviços:

Relação cliente fornecedor from danielbryan on Vimeo.

Até a próxima.

[]‘s
Daniel Bryan

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Relacionamento 2.0


2010 chegou e junto um grande desafio… estabelecer metas, objetivos e maneiras de alcançá-los. A atitude é estratégica, o plano tem que ser perfeito, e para isso é necessário conhecer bem o mercado, ter experiências positivas e negativas e muita dose de criatividade para ultrapassar obstáculos.

Post inspirado em conversa com um amigo sobre como construir relacionamento com possíveis clientes e de fato transformar esta relação em negócios.

Entendo Empresa como um conjunto organizado com processos produtivos que visam lucro. Marca, representação simbólica da empresa para consumidores diferenciar serviços/produtos por meio de conceitos, crenças e valores. Produtos, promessas para atender necessidades, este último se divide em primária (afeta a saúde do homem, como alimentação) e secundária (não afeta a saúde, como diversão).

Comunicação é serviço, este formado por métodos e processos que resultam em bens intangíveis (ainda mais com a era digital rs): sites, vídeos, games e softwares.

Se fizermos uma analogia das necessidades entre a vida corporativa e a humana, a comunicação ficaria entre as necessidades secundárias, pois trata de algo “supérfluo” para os Administradores, não concorrendo com despesas fixas, matéria prima e conserto de equipamentos.

Do ponto de vista comercial, ações de comunicação podem alavancar as vendas, fortalecer a imagem corporativa e aumentar a precificação por diferenciação. Por outro lado, poucas empresas estão dispostas a investir verba para um retorno a médio/longo prazo, sendo que bons vendedores se dispõem a visitar clientes e trazer resultados imediatos.

Aqui surge um enorme desafio: Como desenvolver um relacionamento com quem você não conhece para vender algo supérfluo? Quais os mecanismos que de fato transforma um relacionamento em negócio?

O interesse por um produto se dá no momento da necessidade (seja primária ou secundária), o interessado levanta opções com preços que julgue ser justo e valores de marca que estejam próximos aos seus conceitos… nesta equação vencerá o mais barato. Em serviços, o profissional envolvido tem muito mais peso do que a marca da empresa, menor preço não é sinônimo de trabalho e um ótimo relacionamento pode garantir a continuidade de serviços prestados.

Telefonar, visitar feiras, enviar newsletters, materiais impressos, lembrancinhas, presentes, cafés, almoços e jantares em lugares especiais… sabemos que todas as ações são válidas porém o que de fato vira negócio?

Na prática concluí que nenhuma atitude acima dá certo, que os conceitos de Marketing de Relacionamento e Guerrilha agora são superados por uma palavra tão pequena chamada Empatia. Quando o “santo não bate”, não adianta ter a melhor marca, a melhor equipe e muito know-how.

Neste sentido acredito que a Internet assume um papel relevante neste “marketing relacional” devido a interatividade que proporciona entre consumidor e empresa, permitindo conhecimento mais detalhado, descomprometido, livre de técnicas persuasivas e intrusivas que nada adianta na era da informação. As redes sociais apontam ser os ambientes do futuro para a construção do relacionamento, seja social ou corporativo, a exemplo de grandes marcas promovendo diálogos pessoa a pessoa através do Twitter, Facebook, Orkut e Blogs.

Qual a sua experiência a respeito?

Novo Site Grupo Delga

Foi um grande projeto em equipe, todo dinâmico em sua estrutura (tecnologia backoffice), com arte finalização em 3D e interações em Flash. Inaugurado em 01/02/2010, para mais detalhes acesse: www.delga.com.br.

Até a próxima,
Daniel Bryan

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Cliente tem sempre razão

Acho engraçado a relação cliente e prestador de serviço na área de comunicação. Na trajetória de mais de 10 anos acreditei que não fosse verdade, procurei entender de diferentes perspectivas, simulei o caso do cliente com a razão, emoção, comparações com outros segmentos de mercado, tantas questões e uma única posição: o cliente tem sempre razão!

Seja sincero, você conhece alguma outra profissão que o cliente solicita propostas e se acha no direito de não dar resposta? E quando envia um orçamento por e-mail e a proposta mal foi para os Itens Enviados e na Caixa de Entrada encontra: Tá caro, tenho orçamentos mais baratos!

Comparado a rotina dia-a-dia é como ir ao supermercado e na hora de pagar no caixa dizer: leite 2, pago 1, refrigerante 3, vale 1,5, quanto deu o total? 30, o mercadinho do Zé seria 25… pago 22, OK?

Será que desenvolver proposta virou obrigação ou algum tipo de hobby? Sem contar aquelas que são aprovadas após 3 anos e o cliente ainda exige os mesmos valores e prazos da época.

Toda empresa de grande a médio porte se acha organizada, equipe formada pelos melhores, mas sequer desconfiam que seus fieis departamentos de marketing cobram uma taxinha, chamo de Bonificação para Viabilidade (BV), com ela o processo de aprovação é rápido e eficiente. :D

Se todos os profissionais envolvidos no processo de um produto, do fornecedor de matéria prima à empresa que entrega encomendas, se achar no direito de pensar que o seu trabalho merece um extra-salarial, quanto seria o valor final deste produto?

Cliente sempre tem razão e sabe tudo também no quesito criação: – “acho melhor verde”, “prefiro arredondado”, “mais pra ká”, “faz deste jeito”, entre “acho(s)” e “si(s)”, o cliente se mete na criação do começo ao fim, faria melhor em tudo, como se contratasse uma mãozinha para mexer no Photoshop, Illustrator, apertar o botão da câmera de vídeo para no final ter a certeza que vai sair conforme a expectativa, do contrário existe um suposto culpado. Ainda levamos como desaforo que quase tudo poderia ser feito internamente.

No dentista: – Dr, quero entender o que está fazendo. Na hora da anestesia: – Um pouquinho mais para esquerda… Ah se for doer muito deixa pra semana que vem!

Projetos de comunicação que exigem planejamento e cronograma, clientes impõem o que acham prioridade, tem que ser seus prazos, não avaliam se é viável, como se eles entendessem de todo o projeto e os profissionais envolvidos fossem suas propriedades.

Quando você compra um apartamento na planta é comum chamar o engenheiro responsável pela obra e questionar seu projeto? Quantos na equipe serão necessários? Qual o tempo de dedicação? Qual a marca do material usado?

Ao contratar uma diarista, pedreiro, arquiteto, advogado, qualquer que seja a prestação de serviço, ficamos felizes quando este profissional vai além do combinado e entrega um serviço melhor e em um prazo menor, surgem recomendações, caixinhas, elogios, enfim, um relacionamento positivo e duradouro nasce de toda a tentativa de fazer algo extra para agradar o cliente.

Na comunicação é diferente… após semanas ou meses depois da entrega você resolve perguntar sobre o projeto por uma questão de educação, ou mesmo pra dar aquela rotulada: Trabalho Concluído, então você ouve um OK, tá, ham ham…
Se for seu caso, seja feliz porque DEU TUDO CERTO COM VC! Do contrário, tenho amigos que literalmente já foram agredidos fisicamente pelos seus clientes.

Se mercado é uma troca, será que os profissionais de comunicação estão aceitando a sua parte com ética e seriedade? É possível afirmar que ainda não existe um entendimento claro do papel de uma agência/profissional e o cliente?

Por um lado, a busca por clientes sérios e justos tem sido um grande desafio, por outro, dar o exemplo e fazer a diferença com ética e respeito, às vezes abrindo mão de ganhar, parece ser uma grande utopia pelos profissionais da área.

Em algum momento todos nós somos clientes, pra você, cliente tem sempre razão?

Até +
Daniel Bryan

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Caos no mercado de comunicação

Desculpe a minha ausência… após começo de ano com certa calmaria, entrou um sweel de jobs e digamos que aproveitei ao máximo todas as séries :D

Os profissionais de comunicação enfrentam um cenário caótico em seu mercado. Tentarei expor a minha visão sem tomar partido, a intenção é promover a reflexão.

De um lado existem empresas Inovadoras, top of mind (Coca, MC, Nestlé), trabalham com grandes agências (arranha-céu de vidro ou mansões de um quarteirão nos Jds), que por sua vez direcionam esforços para a TV (precisam de muita verba para alimentar a bilionária estrutura). As Inovadoras possuem uma ótima cultura de imagem, entendem a importância e o poder da comunicação.

Do outro existem as Seguidoras, algumas emergentes, outras tradicionais sem visibilidade, cresceram porque “fizeram tudo direitinho”, algumas com faturamento tão grande quanto as Inovadoras. Sem a cultura da comunicação, descobrem que precisam fazer alguma coisa para se fortalecer na crise, disputar o mercado e então resolvem investir em comunicação.

Chamo de Sobrinho aquele contato mais próximo da empresa, são parentes, amigos, alguns desempregados, outros migradores (Arquitetos viram Publicitários, Fotógrafos a Jornalistas e assim por diante), sem experiência, sem formação acadêmica, sem talento, arriscam pegar algum trabalho com a esperança de pagarem as suas contas. A outra parte são os filhos da classe média, ganharam uma faculdade do pai, nunca trabalharam, tem bons equipamentos que trazem de suas viagens, e se inspiraram na área assistindo o Justus – tem a difícil tarefa de sair da zona de conforto dos pais e mostrar serviço para não perder o carro e a mesada.

A Arena é o local do conflito, as empresas para economizar se sujeitam a entregar a sua imagem corporativa a Sobrinhos, onde não terão condições de desempenhar um bom trabalho, o cliente não terá o resultado planejado pelo marketing.

De outro lado, fala-se muito em ter a primeira chance, que estas empresas estão apostando em novos talentos. Mais o Sobrinho não percorre o processo de aprendizado e maturidade da profissão, ele poderia ter exercitado em posições com baixa responsabilidade para depois tentar vôos maiores.

Existe a ciência que a experiência gerada pela falta de profissionalismo prejudicará colegas que empenharão suas vidas para serem bons?

Empresas Seguidoras tem consciência que são responsáveis por alimentar o mercado de Sobrinhos comprando lixo no lugar de solução?

Ainda na Arena, os profissionais sérios são obrigados a reduzir seus ganhos para sobreviver e para não se assemelhar ao Sobrinho, entregam um ótimo trabalho, aumentando o custo, se sujeitando fechar o mês no vermelho. Na Arena: a ganância por parte de Empresas VS o lixo oferecido pelos Sobrinhos.

Buscamos clientes que acreditam na comunicação, investimos na formação, no conhecimento técnico e outros valores para impor práticas e preços justos ao mercado, para honrar a verba confiada.

Diante do caos, há salvação? Será que vale a pena investir em clientes que ao menos conseguem identificar o que é bom ou ruim para a sua empresa? Vale a pena o esforço para educar clientes? Criar uma cultura visual onde não existe? E como criar uma imagem positiva de nossas profissões nesta bola de neve negativa?

A comunicação está em transformação, outras culturas oriundas das redes intensificam o processo, como o caso da Cultura Digital Trash (tratarei em próximo post), enquanto isso quem sai perdendo são as empresas que precisam de uma boa comunicação e os profissionais sérios que precisam sobreviver.

Ps.: pra quem pretende entrar no mercado, recomendo: “A Porta da Frente” e “dos Fundos do Mercado“.

[]`s
Daniel Bryan

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Padrões em tempos modernos

Encontramos padrões em produtos, serviços, no comportamento humano e até na natureza. A própria internet segue padrões – o protocolo de comunicação chamado IP (Internet Protocol).

Quando determinamos um padrão a um produto, beneficiamos a sociedade pelas qualidades mínimas exigidas, elementos essenciais que tal produto deve ter. Esses padrões incentivam a concorrência entre vários fabricantes, por conseqüência cai o preço para o consumidor, aumenta a qualidade por meio da competitividade e mantém os produtos compatíveis para o mercado.

Em serviços, existem padrões para rotinas e processos que quando bem feitos e controlados, os consumidores identificam e atribuem estes méritos percebidos a marca e a qualidade do produto. Para exemplificar, Chaplin com o filme Tempos Modernos, representa um personagem frenético, ininterrupto, como um louco, com movimentos repetitivos, padronizados, milimétricamente controlados diante de uma esteira, sendo parte integrante da máquina e do movimento do trabalho.

Padrões em produtos, em serviços, no dia-a-dia. Padrões não são neutros e podem ampliar os monopólios ainda mais quando o ambiente é a rede das redes.

A Microsoft percebeu que o IE jamais ultrapassaria seu rival Netscape, por isso deu uma forcinha quando usou seu padrão de “bitolas” chamado Windows, semelhante à estratégia usada nas antigas estradas de ferros – para determinar que o seu navegador fosse o único que poderia transitar em seu sistema operacional. Hoje, o IE é o navegador mais utilizado, padrão não pela qualidade e sim pela força imposta por um monopólio.

No universo dos mobiles, a Apple investiu todas as cartas no belíssimo design e alta tecnologia do iPhone (U$ 99,00) há um preço onde todos podem ter (só no Brasil que não é assim). Será que a Apple decidiu retribuir toda a fortuna que gastamos a mais pela marca de seus produtos? Acho que não… realmente entenderam que o grande negócio está no relacionamento através da venda de softwares e não mais nos belíssimos aparelhos.

Quem ganha com os padrões nos tempos de hoje?
Porque o IE está instalado em quase todos os lugares públicos onde tem internet? Porque Gmail ou Hotmail nas escolas públicas? Bondade? Tão ricos será que resolveram contribuir para a inclusão digital distribuindo contas de e-mail de graça?

Todos sabem da importância de ser padrão em uma economia globalizada e interconectada – é quase questão de sobrevivência! Porque se todos usarem, se tornará padrão, tornando padrão será o mais querido por todos e isso resultará por mais capital.

Enquanto isso, o que ganhamos para visualizar a marca do Windows todos os dias em nossas telas? Ao ligar para um amigo e ter que ver TIM, CLARO e OI em nossos celulares sendo que pagamos as tarifas mais abusivas do mundo? Porque ler uma planilha no Excel? Produzir um primoroso trabalho publicitário usando os caros pacotes da Adobe? Porque MSN é o mensageiro, Skype o telefone sobre IP e o Google o melhor buscador? Interação é Wii, performance PS3 e compatibilidade Xbox 360?

Enfim, o que deveria existir é consciência por parte do consumidor para investir em produtos que não usasse nenhum tipo de monopólio, que garantisse competitividade mais saudável, alta compatibilidade, que trouxesse benefícios mais evidentes aos seus usuários e por fim que a inovação fosse à força para combater a concorrência. Do jeito que estão às coisas, é o consumidor quem deveria ganhar para usar os produtos. Ou, vai-me dizer que concorda em pagar mais caro por uma mídia azul do PS3 para ter exatamente o mesmo título que “roda” em outras plataformas de games?

[]‘s
Daniel Bryan

Tempos Modernos from danielbryan on Vimeo.

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Significados de Crise, para a publicidade digital pode ser Inovação

Estou de volta

Pessoal, desculpem o longo silêncio… estive fora em uma árdua missão: a monografia para o curso de pós-graduação. Este e outros motivos fizeram com que eu não conseguisse marcar presença neste blog. Agora estou de volta!

Acredito que o perfil de profissional bem sucedido dos tempos modernos é aquele que sai de uma posição passiva para investigar o que pode melhorar em suas áreas de atuação e colocá-las em prática. Neste sentido o conhecimento acadêmico pode completar muito um profissional quando se encontra aplicabilidade para enriquecer a sua área.

Seguindo este raciocínio apresento “As práticas publicitárias frente à cultura digital” – esta pesquisa mostra que um dos grandes desafios da publicidade atual tem sido a capacidade de chamar a atenção diante do crescimento de tantas ofertas de informação, diante de um público cuja cultura está sofrendo diversas alterações com o crescimento do ciberespaço.

Em qual contexto a publicidade está inserida hoje? O velho modelo de agência de publicidade será superado? Publicidade será feita para vender produtos? Quais as tendências nas práticas publicitárias para atrair e reter a atenção?

Para tentar responder a estas questões investiguei os desafios e as tendências da publicidade na era digital, dentro de um contexto de revolução midiática. Também apresento à campanha do Presidente Barack Obama sendo uma referência de estratégias avançadas.

A pesquisa acabou de sair do forno com argumentos, dados estatísticos e exemplos bem atuais. Para acessar visite o penúltimo post ou permalink: blog.bryan.com.br/monografia

Significados de Crise para a publicidade digital

Aproveito o conhecimento adquirido na minha pesquisa para mostrar uma relação positiva entre crise e a publicidade digital.

Para o Aurélio, crise é um estado de dúvidas e incertezas, na economia é uma ameaça que abala a confiança dos investidores, no ideograma Chinês é igual à oportunidade. Clichês à parte, a crise pode ser uma grande oportunidade de mudança para a comunicação na era digital.

Restrições de investimentos já estão acontecendo nas empresas e projetos aqui no Brasil, intensificados pela péssima cultura de achar que comunicação é gasto e que não se deve fazer investimento de risco, assim esperam do Estado ou a Sorte para que melhorem a situação. Diante de um cenário caótico para a comunicação e seus profissionais, resta ser muito otimista e tentar tirar o melhor proveito desta crise. A pergunta é: como?

Este momento pode ser uma oportunidade quando sabemos mudar o discurso, a tecnologia, os padrões, para uma comunicação mais inovadora, integrante de uma nova cultura. Penso que a crise será uma grande mola propulsora para a publicidade digital.

No Brasil, 23% dos maiores provedores prevêem um crescimento da internet entre 25% e 50% neste ano (IT Web), já somos 64,5 milhões de internautas (Folha, 08/08), sendo que 97% das empresas estão conectadas à internet, tornando o terceiro veículo de maior alcance, atrás apenas de rádio e TV.

Na teoria sabemos que o silêncio de uma marca abre uma brecha para o concorrente ter maior visibilidade. A solução é investir em novas tecnologias que além de mais barato ainda conseguem o mesmo impacto das tradicionais. São web sites, redes sociais, marketing nos celulares, advergames, o buzzmarketing (comentários no blog para uma marca), a TV sobre IP, entre outros.

Acredito no “poder” do marketing digital como estratégia porque apresenta a melhor relação de retorno investimento (ROI), a sua linguagem se adéqua melhor a nossa nova cultura, tornando-a ainda mais persuasiva. Empresas mais tradicionais que ainda não acredita em seu potencial estarão abrindo uma brecha para as que acreditarem.

Se crise pode significar oportunidade, chegou a nossa chance de responder com Inovação!

[]`s
Daniel Bryan

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