Existe Pirataria no Ciberespaço?
- 2009/março/5
- Posto em cibercultura
- Por Daniel Bryan
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Pessoal, sinceridade: você já baixou mp3 pela net e ouviu no iPod ou celular? Filmou trechos do show da sua vida com o celular para depois invejar os amigos no Youtube?
Sinto dizer: você é um Pirata!
O avanço da tecnologia promoveu o crescimento das possibilidades de cópias, transcodificações, remixes, quebras de travas e gravações em diferentes mídias digitais. Com tanta praticidade, quem nunca pirateou que atire a primeira pedra!
A expressão pirataria vem de piratas que em sua época promoviam roubos e saques aos navios e cidades com o objetivo de obterem despojos, riquezas e poder. Hoje, o termo serve para rotular pessoas que fazem cópias não-autorizadas e distribuições ilegais sob direitos autorais, principalmente imagens, músicas e sistemas.
No Brasil a lei defende os interesses dos grandes estúdios, por isso condena quem baixar mp3 ou assistir ao Youtube. As gravadoras ainda movem processos contra os usuários, a ABPD chegou a dizer que o P2P é a desgraça dos direitos autorais. Por outro lado, existem esforços do ministério da cultura para rever as nossas leis e manifestações do direito à criatividade como o Creative Commons, criada pelo Lawrence Lessig.
Enquanto isso… pagamos caro pela mídia (salas de cinema, DVD, CD, embalagens) e levamos de brinde advertências com apelos morais, são imagens de roubo de carros, tráfico, pedofilia, porte de arma e outras ameaças como as telas azuis – estratégia semelhante a usada por Hitler. Deste jeito você perderá a noite de sono caso compre algum DVD no camelô rs.
Vamos ser sinceros, o crime de pedofilia pode ser comparado ao ato de ouvir um mp3 baixado pela net? As campanhas de repressão favorecem a quem?
A pirataria na verdade são cópias e a distribuição ilegal é o compartilhamento por livre vontade. A lógica da rede faz com que o usuário puxe e disponibilize livremente o conteúdo que interessa, não existe uma ação invasiva, as informações não se desgastam e nem acabam porque são dígitos binários.
O autor nunca ganhou o justo na era industrial, porque as leis do copyright beneficiam o bolso dos estúdios. Agora, os downloads fazem com que o autor tenha visibilidade e se o trabalho for bom, as vendas de ingressos, shows e consertos aumentem pelo talento (vale lembrar que neste caso as pessoas fazem questão de retribuir financeiramente). O filme Tropa de Elite foi o mais pirateado e também o mais assistido nos cinemas brasileiros.
Entendo que o cenário é dramático porque estamos passando por uma revolução cultural onde as leis com referência no mundo material já não se aplicam a uma esfera virtual.
O mundo mudou, a nossa cultura também está mudando: até quando concordar com estes abusos? Que lado você vai ficar?
Para ilustrar a reflexão segue o vídeo do John Perry Barlow pela defesa da liberdade no ciberespaço:
Defesa da liberdade no ciberespaço from danielbryan on Vimeo.
(Fonte: trecho do documentário – Hackers Criminosos e Anjos)
Ps.: + sobre cultura livre, baixe aqui o e-book do Lawrence Lessig.
[]`s
Daniel Bryan


é isso ae amorzinho! muito boa a matéria!
Bjs
te amo
Muito legal seu comentário Daniel. Por uns instantes “inspirei” um pedacinho da aula do Serginho novamente…rs
O comentário/vídeo o John Perry Barlow também é show. Já havia lhe dito que seu site ficou muito bom né?
Parabéns!
Ficou muito bom mesmo!
Parabéns! Tecnologia é tudo!
Beijos,
Achei legal o texto, faltou chegar mais fundo nas razões que levam as gravadoras a se oporem tanto ao compartilhamento de músicas. Com certeza com as nova tecnologias, novos conceitos de como se ganhar dinheiro com musicas e talz, devem ser criados. Só que alguma gravadora quer se arriscar? Dificil hein. Contudo exsitem gravadoras menores que estão surgindo se baseando nesse conceito. Mas ainda elas não chegaram a evidência.
Estava eu comentando com o daniel que existem filmes feitos com creative commons e achei um http://www.bigbuckbunny.org
Quem quiser pode baixar é de graça.
Fala Daniel, já conversamos bastante sobre esse assunto, mas vou deixar aqui uma opinião.
A questão da informação livre, de práticas colaborativas, do conteúdo livre, é bonita, de certa forma socialista, mas também utópica em alguns aspectos.
Ainda vivemos e viveremos numa sociedade capitalista, por muito tempo, e nesta sociedade, pago conta de água, luz, telefone, internet, super mercado etc. Então se uso dinheiro para pagar as coisas, preciso de dinheiro vindo de algum lugar.
Se escolho como profissão a fotografia (como é meu caso mesmo), ou a música, preciso ser remunerado por isso para poder pagar as despesas, e como vou ser remunerado? Aí é o grande ponto não resolvido.
Uma música distribuida livremente pode servir para divulgar o artista, sim, mas aí a renda tem que vir dos shows, e os ingressos de show estão cada vez mais caros. Um músico tem várias fontes de renda, show, CD, vídeos, participação em eventos, se tiramos um item do composto de renda dele, os outros ficarão mais caros, e essa matemática ainda não está fechada no mundo atual.
Concordo que gravadoras pagam mal seus artistas e ficam com a maior parte do bolo, masentão isso deve ser visto, artistas podem fundar cooperativas e buscar outras metodologias de distribuição, mas hoje quem está pagando a conta é quem vai em shows, o que é errado no final onerar alguns pelo que todos querem ter de graça: música.
Minhas fotos sofrem o mesmo, diariamente recebo e-mails de gente querendo publicar minhas imagens e colocar meus créditos, mas sem dinheiro, sabe, crédito não coloca comida na mesa… no final aí continua residindo o problema.
Abração,
Armando
Parabéns Bryan, continue assim….
Grande abraço.
Minha consciência é leve como uma pluma.
Meu shoping é a rua Santa Hifigênia.
Se partirmos do pressuposto que o meu sócio (e não estou brincando) é o governo.
Que a concentração de renda mundial está na mão dos 10%.
Que a hipocrisia dos detentores do capital está legitimada nos discursos e nas barbas da lei por meio da sagacidade dos “grandes homens ditos CEO”.
Que comercializaram até a palavra de Deus.
Que os legisladores aprovam medidas inconstitucionais nas madrugadas do DF.
Horas!
Por que trabalhar mais essa culpa nas coinsciências dos cidadãos?
Ah, para manter a ordem! Para manter o progresso!
A pirataria só é permitada e legitimada por todos, por que o próprio sistema que organiza as relações econômicas a permite.
Focault dira que isso é apenas a manutenção do Status Quo, ou seja, vivemos em um sistema tão opressor, que se o cidadão, não tiver a impressão mínima de sabotar o sistema vigente ele tende a se politizar e aí sim revolucionar de fato toda a porcaria liberal.
Por isso temos droga sim, prostituição sim, pirataria sim, fé sega sim, consumo desenfreado também. Tudo isso vira mercadoria e promove a ordem social. Ah, só que estas mercadorias mencionadas tem um valor agregado, A MORAL. Com a moral pressionando a culpa dos seus consumidores, estas mercadorias ganham status de produtos de nicho e gera mais lucro.
Agora era a hora, a oportunidade de regular o mercado. A crise serve para isso, fazem os espertões reverem suas taxas de lucro, fazem os mais espertões ainda quebrarem a cara e até serem presos e dá a oportunidade da implantação de um sistema mais organizado e justo.
Porém, no momento da crise…. Os governos mundiais salvam os espertões da quebradeira como uma mãe salva o filho do perigo e o culpado de tudo isso, não são os bancos nem as empresas de tecnologia, nem as de carro. O culpado é o moribundo Fidel, é o Índio Moralez e a pequena resistência socialista.
Ah!!!!!
Assim não dá, deixa eu me alienar também nos filmes de hollywood a 3 por 10,00.
Deixa eu baixar, escutar, assistir, piratear, achar que eu to podendo.
Porque na verdade o que interessa é o juros de 12% que estou pagando para ahar que sou honesto.
Carlos Nezu
Fala Bryan!!!
legal esse esquema seu!!!
Eu tenho um blog, mas é só sobre o cotidiano!!!
Depois eu te passo o link…rs…