O Brasil bate recorde de navegação com 23h47m (nov/08), seguido pela França com 23h45m e Alemanha com 23h05m. O total de internautas são 64,5 milhões, segundo o DataFolha.
Com dados tão expressivos da utilização da rede, cabe a seguinte questão: será que as empresas cuidam devidamente de sua identidade digital?
A identidade visual não é apenas uma representação simbólica que faz a interface entre ela e o público, refletindo seus valores e atributos. Considero uma estratégia porque a sua construção é feita de forma consciente e planejada pela organização, que procura adequá-la aos seus próprios interesses e às do público. A identidade também reproduz o contexto sócio-histórico no qual ocorre a evolução dos meios, das técnicas, dos suportes e dos estilos que, por sua vez, criam novas necessidades, desejos e formas de ver o mundo.
Caso Coca Cola
Uma identidade visual não se restringe a logomarca da empresa, temos abaixo um exemplo evidente disso:
Olhando para a garrafa sem rótulo, logo identificamos sendo Coca Cola.
Seu posicionamento pela forma foi construído estrategicamente a mais de um século.
O produto Coca Cola tinha 2 conflitos, 1º de ser uma bebida escura remetendo a idéia de sujeira, impróprio para consumo. Em 2º, consumo somente no verão. Os 2 conflitos foram resolvidos com campanhas que associassem a cor vermelha a necessidade e branco a limpeza. A sua refrescância poderia “matar” a sua sede também no inverno, daí surgiram campanhas que estereotiparam o Papai Noel o que ele é hoje: as cores da Coca. Não é coincidência, já se perguntou o porquê do Papai Noel ser um velhinho de barba branca, com traje vermelho no inverno?
Empresa que mais investiu em comunicação da história, a Coca entendeu que vender líquido poderia ser tangível se todos identificassem pela forma. Então a preocupação com a identidade foi além da marca, disseminaram um estilo de beber, antes no copo, agora no design prático da garrafa que cabem nas mãos e ainda proporcionam goles na medida certa. Hoje também a Coca vende refrescância para todos os momentos, inspiração para um mundo melhor, momentos únicos com viagens ao universo lúdico da fantasia – retendo assim a atenção e reforçando a idéia que graças a Coca Cola tudo isso é possível.
A Internet é ameaça ou aliada à imagem corporativa?
Ao contrário das mídias tradicionais, a comunicação na internet é uma via larga de 2 mãos onde discursos invasivos não são bem-vindos. O fluxo de informação é construído pelos interesses do Interagente. Antes, para cada matéria na revista Veja, era obrigado a “engolir” 10 páginas de propaganda, na TV aberta, 4 a 6 inserções maçantes de comerciais, a interação se limitava em apertar o botão do controle para pular os comerciais.
O grande conflito é pensar comunicação como uma mídia que agrega outras mídias. O fato de a Internet ter áudio, texto, imagem e vídeo – não fazem dela uma revista, cartaz, rádio e TV. A abordagem é outra, às vezes os profissionais de marketing e agências tradicionais ainda não entenderam isso!
Neste sentido, o papel de um site é chamar e manter a atenção, hoje representa mais do que uma vitrine para as empresas, representa uma extensão virtual! É lá que encontramos a sua cultura, seu histórico, produtos, depoimentos, diferenciais e outros valores e info(s).
Um bom site deveria falar mais com o consumidor do que promover a marca, articular mais informações com depoimentos dos próprios consumidores do que chamadas persuasivas, por fim, gerar conhecimento com assuntos pertinentes a marca utilizando ainda mais os recursos que a web 2.0 possibilita.
Até quando vamos visitar sites esteticamente ultrapassados, sendo um repositório de conteúdo invasivo e chato, muitas vezes mentirosos, com pop-up que abrem na cara – para entrar em ambientes que realmente nos remetam a empresa, desperte o interesse pela criatividade, com informações de qualidade e por fim nos dê a chance de falar?
A maioria das empresas ainda tem medo de expor as suas idéias na internet, não sabem como lidar com a gestão de sua reputação, encarado até como um fator negativo pelo risco que possa ocorrer.
Respondo este temor com empresas líderes e referência de mercado e argumento que quem entender a lógica das redes e souber construir a sua imagem nela, pode conquistar uma vantagem irreversível sobre os concorrentes (caso Coca vs Pepsi)! A mesma lógica serve para as pessoas físicas.
Produzir sites interessantes é um grande desafio, ainda mais perante a inteligência de blogs, fóruns e outros recursos que viram febre na rede. Se você pretende comprar um Notebook, faça como eu, procure referências nos blogs e comunidades do que no próprio site do fabricante… hehehe
Pra quem quiser ver os cartazes de Natal da Coca de 1924-1943:
Até 15 dias,
[]‘s
Daniel Bryan













3 comentários
Lucy M. Costadisse:
06/04/2009 em 12:44 (UTC 0)
Oi Amorzinho, mais uma vez adorei seu post, gosto muito de discutir sobre esse assunto! Parabéns!!!
A identidade é o primeiro passo para a empresa alavancar. Design claro e objetivo aumenta drasticamente na qualidade percebida dos negócios
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Bjinhos
TE AMOOOOOO
Lucynha
Andréia Cordeiro / Coordenadora Farmacêuticadisse:
06/04/2009 em 9:52 (UTC 0)
Parabéns
Carlos Nezudisse:
06/04/2009 em 11:35 (UTC 0)
A Coca e o Café.
Por que o cafezinho que é uma bebida preta e amarga não precisou de construção de marca como a coca-cola?
A resposta é simples. Porque o café funciona de fato!
Com a queda da igreja e da monarquia em 1680 na inglaterra o mundo ocidental passou por um importante ponto de virada. Surge o indivíduo, o cidadão com seus direitos e deveres, surge o estado, a propriedade privada, as cidades industriais e a divisão social do trabalho.
O camponês vira proletário, os cercamentos leva a população rural as cidades ao mesmo tempo que a lei do ferro e do fogo são impostas para que todos trabalhassem nas industrias de tecido.
O surgimento do vapor, da eletrecidade e do motor a combustão faz com que o homem domine a natureza. O último estágio está alcançado, o dia e a noite o frio e o calor estão dominados e se trasnformarão rapidamente em mais valia.
A Inglaterra sai na frente na produção mundial e abre fortemente os mercados, enquanto a frança e seus intelectuais optam pelo caminho da politização de seus indivíduos.
Com as fábricas produzindo 24 horas por dia surge então a novidade, uma bebida alcaloide a base de cafeína que misturado com açucar promovia energia que rapidamente desperta o trabalhador, tira a fome do mesmo, aumentando assim a produtividade.
Surge o Brasil como grande produtor de café e de açucar.
Até os dias de hoje o cafezinho é bancado pelo empregador nos escritórios de todo mundo.
Quando a coca surge já no século XX ela possui a mesma proposta, de ser um tônico que aumente o vigor dos indivíduos.
Ficou difícil para a coca disputar o mercado do eficiente e silencioso café. A saída foi a publicidade e tudo que já estamos cansados de saber.
A coca, esse refregereco que nos vende aconchego e felicidade conseguiu substituir nos nossos lares facilmente o nosso saudável e barato suco de abacaxi, de laranja de limão, por uma fórmula que não nos dá nem os elementos nutricionais ideais, nem o “barato” do café.
Há cinco anos busco por minha identidade profissional, já tentei ser uma coca, hoje sou um café.