Identidade digital, preocupação de todos
- 2009/abril/5
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- Por Daniel Bryan
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O Brasil bate recorde de navegação com 23h47m (nov/08), seguido pela França com 23h45m e Alemanha com 23h05m. O total de internautas são 64,5 milhões, segundo o DataFolha.
Com dados tão expressivos da utilização da rede, cabe a seguinte questão: será que as empresas cuidam devidamente de sua identidade digital?
A identidade visual não é apenas uma representação simbólica que faz a interface entre ela e o público, refletindo seus valores e atributos. Considero uma estratégia porque a sua construção é feita de forma consciente e planejada pela organização, que procura adequá-la aos seus próprios interesses e às do público. A identidade também reproduz o contexto sócio-histórico no qual ocorre a evolução dos meios, das técnicas, dos suportes e dos estilos que, por sua vez, criam novas necessidades, desejos e formas de ver o mundo.
Caso Coca Cola
Uma identidade visual não se restringe a logomarca da empresa, temos abaixo um exemplo evidente disso:
Olhando para a garrafa sem rótulo, logo identificamos sendo Coca Cola.
Seu posicionamento pela forma foi construído estrategicamente a mais de um século.
O produto Coca Cola tinha 2 conflitos, 1º de ser uma bebida escura remetendo a idéia de sujeira, impróprio para consumo. Em 2º, consumo somente no verão. Os 2 conflitos foram resolvidos com campanhas que associassem a cor vermelha a necessidade e branco a limpeza. A sua refrescância poderia “matar” a sua sede também no inverno, daí surgiram campanhas que estereotiparam o Papai Noel o que ele é hoje: as cores da Coca. Não é coincidência, já se perguntou o porquê do Papai Noel ser um velhinho de barba branca, com traje vermelho no inverno?
Empresa que mais investiu em comunicação da história, a Coca entendeu que vender líquido poderia ser tangível se todos identificassem pela forma. Então a preocupação com a identidade foi além da marca, disseminaram um estilo de beber, antes no copo, agora no design prático da garrafa que cabem nas mãos e ainda proporcionam goles na medida certa. Hoje também a Coca vende refrescância para todos os momentos, inspiração para um mundo melhor, momentos únicos com viagens ao universo lúdico da fantasia – retendo assim a atenção e reforçando a idéia que graças a Coca Cola tudo isso é possível.
A Internet é ameaça ou aliada à imagem corporativa?
Ao contrário das mídias tradicionais, a comunicação na internet é uma via larga de 2 mãos onde discursos invasivos não são bem-vindos. O fluxo de informação é construído pelos interesses do Interagente. Antes, para cada matéria na revista Veja, era obrigado a “engolir” 10 páginas de propaganda, na TV aberta, 4 a 6 inserções maçantes de comerciais, a interação se limitava em apertar o botão do controle para pular os comerciais.
O grande conflito é pensar comunicação como uma mídia que agrega outras mídias. O fato de a Internet ter áudio, texto, imagem e vídeo – não fazem dela uma revista, cartaz, rádio e TV. A abordagem é outra, às vezes os profissionais de marketing e agências tradicionais ainda não entenderam isso!
Neste sentido, o papel de um site é chamar e manter a atenção, hoje representa mais do que uma vitrine para as empresas, representa uma extensão virtual! É lá que encontramos a sua cultura, seu histórico, produtos, depoimentos, diferenciais e outros valores e info(s).
Um bom site deveria falar mais com o consumidor do que promover a marca, articular mais informações com depoimentos dos próprios consumidores do que chamadas persuasivas, por fim, gerar conhecimento com assuntos pertinentes a marca utilizando ainda mais os recursos que a web 2.0 possibilita.
Até quando vamos visitar sites esteticamente ultrapassados, sendo um repositório de conteúdo invasivo e chato, muitas vezes mentirosos, com pop-up que abrem na cara – para entrar em ambientes que realmente nos remetam a empresa, desperte o interesse pela criatividade, com informações de qualidade e por fim nos dê a chance de falar?
A maioria das empresas ainda tem medo de expor as suas idéias na internet, não sabem como lidar com a gestão de sua reputação, encarado até como um fator negativo pelo risco que possa ocorrer.
Respondo este temor com empresas líderes e referência de mercado e argumento que quem entender a lógica das redes e souber construir a sua imagem nela, pode conquistar uma vantagem irreversível sobre os concorrentes (caso Coca vs Pepsi)! A mesma lógica serve para as pessoas físicas.
Produzir sites interessantes é um grande desafio, ainda mais perante a inteligência de blogs, fóruns e outros recursos que viram febre na rede. Se você pretende comprar um Notebook, faça como eu, procure referências nos blogs e comunidades do que no próprio site do fabricante… hehehe
Pra quem quiser ver os cartazes de Natal da Coca de 1924-1943:
Cartazes Natal Coca Cola from danielbryan on Vimeo.
Até 15 dias,
[]‘s
Daniel Bryan







Parabéns
A Coca e o Café.
Por que o cafezinho que é uma bebida preta e amarga não precisou de construção de marca como a coca-cola?
A resposta é simples. Porque o café funciona de fato!
Com a queda da igreja e da monarquia em 1680 na inglaterra o mundo ocidental passou por um importante ponto de virada. Surge o indivíduo, o cidadão com seus direitos e deveres, surge o estado, a propriedade privada, as cidades industriais e a divisão social do trabalho.
O camponês vira proletário, os cercamentos leva a população rural as cidades ao mesmo tempo que a lei do ferro e do fogo são impostas para que todos trabalhassem nas industrias de tecido.
O surgimento do vapor, da eletrecidade e do motor a combustão faz com que o homem domine a natureza. O último estágio está alcançado, o dia e a noite o frio e o calor estão dominados e se trasnformarão rapidamente em mais valia.
A Inglaterra sai na frente na produção mundial e abre fortemente os mercados, enquanto a frança e seus intelectuais optam pelo caminho da politização de seus indivíduos.
Com as fábricas produzindo 24 horas por dia surge então a novidade, uma bebida alcaloide a base de cafeína que misturado com açucar promovia energia que rapidamente desperta o trabalhador, tira a fome do mesmo, aumentando assim a produtividade.
Surge o Brasil como grande produtor de café e de açucar.
Até os dias de hoje o cafezinho é bancado pelo empregador nos escritórios de todo mundo.
Quando a coca surge já no século XX ela possui a mesma proposta, de ser um tônico que aumente o vigor dos indivíduos.
Ficou difícil para a coca disputar o mercado do eficiente e silencioso café. A saída foi a publicidade e tudo que já estamos cansados de saber.
A coca, esse refregereco que nos vende aconchego e felicidade conseguiu substituir nos nossos lares facilmente o nosso saudável e barato suco de abacaxi, de laranja de limão, por uma fórmula que não nos dá nem os elementos nutricionais ideais, nem o “barato” do café.
Há cinco anos busco por minha identidade profissional, já tentei ser uma coca, hoje sou um café.
Oi Amorzinho, mais uma vez adorei seu post, gosto muito de discutir sobre esse assunto! Parabéns!!!
A identidade é o primeiro passo para a empresa alavancar. Design claro e objetivo aumenta drasticamente na qualidade percebida dos negócios
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Bjinhos
TE AMOOOOOO
Lucynha