Olá pessoal,
Já ouviram aquela expressão que em casa de ferreiro o espeto é de pau?
Passei mais de 1 ano protelando a criação do site como portfolio com a certeza que o mesmo não seria tão determinante para meus projetos profissionais. Comigo, o que sempre valeu foi o bom relacionamento conquistado através de transparência, integridade e dedicação.
Qual foi a inspiração?
Adianto que não busquei na publicidade, técnica ou mercado.
Surgiu descomprometido, egoísta, nos momentos vagos, pelo prazer estético, pensando somente na liberdade e a arte (Arte pela arte).
Na mente surge paisagem infinita, natureza, talvez meu ideal de lugar, os tons azuis são a minha identidade, minha história, a trilha estimula os sentidos, transporta, nem que seja por instantes. As matérias-primas, como imagens, sons e scripts, foram todos free (Cultura livre), e o “de graça” (Cultura da dádiva) se tornou valioso na consciência que reaproveitei tempos, conhecimentos, técnicas e talentos, são bens que tomei emprestado e recombinei da minha forma (Remix, André Lemos).
A dinâmica das janelas, ícones, sensação dos movimentos deslizantes, foram inspirados no Froyo (Android).
Por que usar Flash?
Sei que a tecnologia é antiga, talvez com seus dias contados, pesado, incompatível com certas plataformas, também tomou posições de mercado curiosas, como sua briga com a exclusiva maçã (ver +).
Mesmo assim, aposto minhas fichas no potencial multimídia e quase 12 anos de conhecimento acumulados onde não abro mão.
O que tem de novo?
Últimos projetos 2010, como o site do grupo Delga, que representa o máximo em tecnologia de sites, campanha na Internet do Mercadante gov/SP, pelo caráter inovador e comunicação DGallan, pela qualidade do reposicionamento. Os demais projetos foram reeditados na maneira de apresentar, alguns ganharam o movimento do vídeo e outros o resumo estético da fotografia.
Convite
Faça um test-drive através do endereço: www.bryan.com.br. E fique à vontade para subir comentários do que achou aqui no blog.
Para entender mais sobre o Flash, prossigo com breve texto que preparei.
O Flash
Lembro quando visitava amigos desenvolvedores, no tempo de BBS, ICQ, Netscape, surgiam os primeiros provedores de Internet no Brasil, conexão discada, modem USRobotics, o barulho conectando e a emoção de subir na rede.
Nesta época, a grande descontração era visitar sites Flash que eram verdadeiras obras primas, como: 2advanced, mediahaus e eye4u. Eram os mais admirados, copiados e mágicos da Internet.
Por Jonathan Gay, Flash é um software gráfico vetorial desenvolvido pela Macromedia, que permite animações e programação através da poderosa linguagem ActionScript. Ganhou muitos desenvolvedores (sou um deles, comecei no Flash 2 em 1998) e seu potencial multimídia conquistou toda Web ao ponto de fazer história. Em 2005, a Macromedia foi comprada por seu maior concorrente, a Adobe.
Minha opinião, o maior acerto do Flash foi conseguir compilar desenhos vetoriais, imagens com transparência, sons, funções em objetos e sobreposições em camadas numa época em que tags HTML(s) e os navegadores mal conseguiam reproduzir som ou diagramação mais definida (não havia CSS e o JavaScript estava em desenvolvimento, ambos dariam origem ao DHTML).
Com crescimento da banda de internet e a Web 2.0, o trânsito de materiais em vídeo aumentou muito e o Flash foi adotado padrão para exibição, tanto em sites como em grandes repositórios (Youtube e Vimeo).
Outro ponto positivo foi o ActionScript 3, que consagrou o Flash para além do design, agora é possível criar verdadeiros softwares parrudos e interagir com banco de dados (Oracle e MySQL) e linguagens como PHP e ASP.
O maior erro do Flash foi ser formato fechado (SWF), impossibilitando o remix, diferente do HTML. É difícil a leitura em buscadores (hoje lê somente textos em caracteres), impedindo a semântica. E por último, a Adobe manteve rígida a lógica proprietária, não soube criar políticas de abertura e remodelagem no modelo de negócio mais condizente com a nova cultura.
Hoje, Adobe anuncia o Wallaby, ferramenta para converter Flash em HTML5 na tentativa de levar os conteúdos ao sistema móvel iOS, do iPad e o iPhone (ver +).
Para terminar, penso que os desenvolvedores usarão cada vez mais soluções free e ambientes abertos, como Linux e Android. Um dos caminhos seria garantir que a tecnologia permaneça padrão, assim como Google fez com suas ferramentas, abrindo o código se preciso, fomentando discussões no entorno e cobrando somente relacionamentos entre empresas (Google Apps).
Se os internautas precisarem usar a tecnologia, que fosse de graça. Mas se o mercado publicitário quiser promover uma marca, por exemplo, que faça investimentos necessários para continuação da ferramenta.
Agora já é tarde… HTML5 vem ai!
E você, o que pensa do Flash?
Mais sobre a história do Flash:
Até a próxima.
[]`s
Daniel Bryan









5 comentários
Marcia Gallandisse:
22/03/2011 em 11:41 (UTC 0)
Oi Dani
Parabéns, nascimento de um filho né, sei bem o que é isso. Dei uma olhada não me aprofundei tanto pq estava super lento no meu micro, não sei se é pq meu micro é mais velhinho, fraquinho.
Adorei a pagina inicial, linda.
Que agora vc tenha um novo ciclo com muitas realizações
Bjs
Att.
Marcia Gallan
Graziella Picillidisse:
22/03/2011 em 14:11 (UTC 0)
Parabéns, Daniel!
Sou eterna amante do Flash, por mais que o Nilson tente me converter! hehehehehe
Adorei, em especial, o efeito de mudar a perspectiva das janelas.
Show de bola…
: )
Edsondisse:
22/03/2011 em 16:11 (UTC 0)
Estou na mesma situação: “casa de ferreira, espeto de pau” kkk Abraços
Nilson Machadodisse:
22/03/2011 em 18:16 (UTC 0)
Gostei bastante do site e da idéia que ele passa …
Apesar de estar bem pesado para um computador comum, as animações das telas não cansam e tem um ar clean …
Minha dica seria mudar o formato das janelas e a fonte que me parece não combinar muito com o tipo do site.
Está de parabéns Daniels …
E viva o FLASH 2, pq eu tmb estava lá contigo brincando de fazer animações para WEB em 1998 hehehehehe
[]s
Ingriddisse:
23/03/2011 em 14:36 (UTC 0)
Parabéns pelo Site Daniel!
O cenário ficou ótimo. Adorei a interatividade e trilha sonora.
Bem diferente dos padrões que estamos acostumados a ver.
Sucesso!