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abr
26

Redes pessoais


Momento de reciclar contatos e a reflexão: o que te torna relevante para ser lembrado?

Inspirado em conversa presencial com social media.

As redes sociais facilitam aproximação entre pessoas pelo compartilhamento de idéias onde os interesses e objetivos são comuns, isso todos sabem. Sua proposta sofreu mutações com as mudanças no comportamento de como são usadas, segue breve opinião:

Sou o que aparento ser: Orkut, Facebook e MySpace são os mais usados no Brasil. É bom para acompanhar fotos de parentes distantes e poder desejar Feliz Aniversário no dia certo.

Repositório: Youtube, Vimeo, Flickr, Videolog, permitem profissionais compartilharem suas produções em alta qualidade. Para não profissionais, ótima opção de backup.

Idéias: Blog e Twitter, compartilham conhecimento com possibilidade de reflexão. Hoje muito usados para tags populares: “#prontofalei”, “#naotempreco” e “#tovelho”. No Blog, divisão entre diário pessoal, retransmissão de recortes virais ou repositório de softwares.

O mundo está interconectado em ambientes virtuais que dispensam a lógica do mediador, posso falar diretamente com quem tenho interesse e caso não tenha acesso, chego através do amigo do amigo. Porém, ter o acesso não significa que serei relevante para pessoa.

Por que você merece minha atenção?

Construir conteúdos com qualidade para competir com infinitos outros conteúdos e ao mesmo tempo manter-se relevante para as pessoas é um desafio grande numa sociedade onde o tempo é um bem muito escasso.

Podemos partir da idéia que a qualidade dos contatos é decorrente do bom relacionamento, este tem que ser construído com árduo trabalho de manutenção para quando precisar ser correspondido.

Conheço amigos que possuem milhares de outros amigos virtuais, seguem-se mutuamente, mas quando se encontram pessoalmente fingem não se conhecer pelo trabalho de conversar, pensam:

- Já conheço o fulano pelas idéias, falar mais o que?

A qualidade do relacionamento é questionável, valores como alto número de acessos são insignificantes comparados as percepções presenciais, como aperto de mãos, um abraço, o tom de voz, sinceridade frente aos olhos, improviso nas respostas, tudo isso num simples café ou rápido encontro rotineiro.

Pode parecer discurso auto-ajuda, mas boas ações presenciais refletem imagens positivas onde a Internet torna-se apenas um papel complementar.

Penso que o caminho é servir ao próximo, sendo útil no momento oportuno com aquilo que posso fazer de melhor. Um dia a ação será relembrada pelo beneficiado.

Assim, no ringue de redes sociais vs redes pessoais, na segunda opção tenho a chance de fazer com que as minhas atitudes sejam publicidade e pessoas virem mídia.

E pra você, o virtual substitui o pessoal? O que pensa a respeito?

Vem ai…

Conheça no endereço: www.atoearte.com.br

Ps.: se você recebeu convite para este post, privilegiado, por algum motivo te considerei relevante.

[]‘s
Daniel Bryan

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4 comentários

  1. Armando Vernaglia Jrdisse:

    Olá Daniel, gostei do artigo, provoca reflexões. Interessante que recentemente tenho discutido a relevância de relacionamentos virtuais e nesse processo recebi do amigo William Riga (@popmidia) a indicação deste excelente artigo – http://bit.ly/c3QW94 – sobre a diferença entre quem apenas suga conteúdo daqueles que contribuem esporadicamente, para os que realmente contribuem com frequência e dedicação… é uma proporção de 99 para 1…
    Isso traz a tona a questão dos números de relacionamentos virtuais, as pessoas tem milhares de contatos, as vezes milhões, mas continuam tendo 3 ou 4 amigos de verdade, então qual a relevância do número alto se agrega pouco?
    E mais, por que todos querem a atenção alheia, mas poucos querem dar essa atenção?
    Vivemos no mundo da audiência, todos querem ter, como redes de TV, mas assim como essas redes, ninguém quer dar audiência pros outros, penso que isso é algo que tende a um buraco sem fim e sem graça, com um monte de gente falando sem ninguém escutando, todos falando pros próprios umbigos até que comecem a perceber que era mais legal, útil e relevante quando as pessoas se encontravam, apertavam as mãos, olhavam nos olhos uma da outra e conversavam, resolviam questões, fechavam negócios, criavam amizades etc… o mundo virtual tem limitações enormes na criação de relevência verdadeira, profunda.
    Para pensar, valeu pelo artigo.
    Vamos falando.
    []‘s
    Armando

    1. Daniel Bryandisse:

      Fala Armando, agradeço a sua presença no blog e o excelente comentário.

      Penso que a essência do problema seja cultural mesmo.

      Primeiro o aspecto da baixa cultura, o emburrecimento da sociedade em detrimento de seus problemas, entram em uma rotina paranóica entre trabalho e consumo onde mal sobra tempo, aqui sacrificam o hábito de pensar e o exercício da reflexão.

      Vemos como exemplo a grande maioria dos jovens onde dificilmente estão interessados em aprender, passam tempo nas escolas/faculdades trocando o conhecimento por soluções práticas para nota, porque querem o diploma para justificar a promoção no trabalho.

      Segundo, questão da cultura do brasileiro que não se enquadra nos valores da cultura da rede, este último dissemina a idéia que contribuir é melhor do que competir. Surge um novo mercado e modelo de remuneração baseado em quanto à solução é relevante.

      Na prática vejo que tanto as redes sociais como outras ferramentas da internet são reduzidos ao jeitinho brasileiro. Pessoas querem baixar, ler, usufruir, sem investir seu tempo para contribuir, porque dá trabalho. Um simples down via torrent por exemplo, nunca notei a presença de sementes brasileiras.

      Se brasileiros não conseguem contribuir nem com a liberação da banda UP de seus downloads, quanto mais investir tempo para criar bons conteúdos. A mesma lógica segue para o mundo físico, o diálogo como relacionamento é uma troca, o brasileiro adora favorzinho alheio, mas detesta empenhar para ajudar ao próximo. Quando ele nota que fulano faz boas práticas ou sobe bom conteúdo na rede, pensam que ele pode fazer estas coisas, deve ter muito dinheiro sobrando! Então mais uma vez tenho que ter para ser e assim vai…

      Valeu por tudo!

      []`s
      Daniel

  2. luiz antonio batista dos santosdisse:

    olá daniel, gostei muito deste artigo, é uma visão muito sábia, e ao mesmo tempo sensata,no inicio parecia ser muito legal a cominicação pelo orkut, hoje vejo como algo rotineiro e superficial… valeu abraço

    1. Daniel Bryandisse:

      Olá Luiz, obrigado pela presença e o comentário.

      Minha opinião sobre o Orkut (especificamente) é que foi bom enquanto a proposta estava fresca, depois foi sofrendo transformações com base em nossa cultura. Orkut é a rede social mais usada pelos brasileiros, sua audiência é quase que exclusiva nossa (no EUA é Facebook seguido de MySpace).

      Ao comparar a programação da TV “a cabo” a “aberta”, notamos como a aberta é decadente. Mas não é ruim for falta de conhecimento, verba, recursos ou carência de idéias. Programação de TV é estratégica, reflexo daquilo que os pesquisadores apontam como o que o brasileiro quer como conteúdo.

      Traçando uma analogia podemos equiparar Orkut a TV aberta, onde encontramos novelas, sensualidade, futilidades infinitas a troco de prender a atenção.

      Então o problema não é o Orkut, este neutro assim como qualquer ferramenta (mundo físico: martelo, machado, caneta – internet: emails, redes sociais, msn) e sim das pessoas de como as utilizam.

      Valeu e volte mais vezes!

      []`s
      Daniel

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