Relacionamento 2.0
- 2010/fevereiro/3
- Posto em o mercado
- Por Daniel Bryan
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2010 chegou e junto um grande desafio… estabelecer metas, objetivos e maneiras de alcançá-los. A atitude é estratégica, o plano tem que ser perfeito, e para isso é necessário conhecer bem o mercado, ter experiências positivas e negativas e muita dose de criatividade para ultrapassar obstáculos.
Post inspirado em conversa com um amigo sobre como construir relacionamento com possíveis clientes e de fato transformar esta relação em negócios.
Entendo Empresa como um conjunto organizado com processos produtivos que visam lucro. Marca, representação simbólica da empresa para consumidores diferenciar serviços/produtos por meio de conceitos, crenças e valores. Produtos, promessas para atender necessidades, este último se divide em primária (afeta a saúde do homem, como alimentação) e secundária (não afeta a saúde, como diversão).
Comunicação é serviço, este formado por métodos e processos que resultam em bens intangíveis (ainda mais com a era digital rs): sites, vídeos, games e softwares.
Se fizermos uma analogia das necessidades entre a vida corporativa e a humana, a comunicação ficaria entre as necessidades secundárias, pois trata de algo “supérfluo” para os Administradores, não concorrendo com despesas fixas, matéria prima e conserto de equipamentos.
Do ponto de vista comercial, ações de comunicação podem alavancar as vendas, fortalecer a imagem corporativa e aumentar a precificação por diferenciação. Por outro lado, poucas empresas estão dispostas a investir verba para um retorno a médio/longo prazo, sendo que bons vendedores se dispõem a visitar clientes e trazer resultados imediatos.
Aqui surge um enorme desafio: Como desenvolver um relacionamento com quem você não conhece para vender algo supérfluo? Quais os mecanismos que de fato transforma um relacionamento em negócio?
O interesse por um produto se dá no momento da necessidade (seja primária ou secundária), o interessado levanta opções com preços que julgue ser justo e valores de marca que estejam próximos aos seus conceitos… nesta equação vencerá o mais barato. Em serviços, o profissional envolvido tem muito mais peso do que a marca da empresa, menor preço não é sinônimo de trabalho e um ótimo relacionamento pode garantir a continuidade de serviços prestados.
Telefonar, visitar feiras, enviar newsletters, materiais impressos, lembrancinhas, presentes, cafés, almoços e jantares em lugares especiais… sabemos que todas as ações são válidas porém o que de fato vira negócio?
Na prática concluí que nenhuma atitude acima dá certo, que os conceitos de Marketing de Relacionamento e Guerrilha agora são superados por uma palavra tão pequena chamada Empatia. Quando o “santo não bate”, não adianta ter a melhor marca, a melhor equipe e muito know-how.
Neste sentido acredito que a Internet assume um papel relevante neste “marketing relacional” devido a interatividade que proporciona entre consumidor e empresa, permitindo conhecimento mais detalhado, descomprometido, livre de técnicas persuasivas e intrusivas que nada adianta na era da informação. As redes sociais apontam ser os ambientes do futuro para a construção do relacionamento, seja social ou corporativo, a exemplo de grandes marcas promovendo diálogos pessoa a pessoa através do Twitter, Facebook, Orkut e Blogs.
Qual a sua experiência a respeito?
Novo Site Grupo Delga

Foi um grande projeto em equipe, todo dinâmico em sua estrutura (tecnologia backoffice), com arte finalização em 3D e interações em Flash. Inaugurado em 01/02/2010, para mais detalhes acesse: www.delga.com.br.
Até a próxima,
Daniel Bryan

Olá Daniel,
Cara, gostei do artigo, e acho que você tem razão. Quando muitos teóricos tentam criar mecânicas e estratégias sobre marketing de relacionamento, se esquecem que relacionamento de verdade se baseia em empatia, algo que não se constrói mas que acontece naturalmente.
Gostei do artigo, que deixa aquela grande dúvida: “então tá, como é que deixo meu serviço ou produto mais simpático?” =^)
Abração,
Armando
Fala Armando, obrigado pela presença e o comentário.
Aproveitando um pouco as suas palavras, relacionamento de verdade se baseia em empatia e não se constrói… é possível então deixar meu produto ou serviço mais simpático para persuadir? Lembrei das aulas da Profª Marlene onde apresentava algumas técnicas para criar empatia através da publicidade e a performance oral… que tal para o próximo post pegar emprestado algumas referências ministradas e transformar em dicas?
Abração
Já estava sentindo falta das suas reflexões!! Bom 2010 para todos.
Pertinente seu post Bryan. Como sempre pensei nos meus casos e compratilho aqui meu pensar.
Como já foi falado e todos nós concordamos, existem posições de clientes diferentes que vão desde a dona “Cotinha” proprietária de uma rede de lojas de aluguel de trajes de casamento, até o Gestor de 45 anos que se acha Deus por estar no auge de sua carreira ganhando seus R$15.000,00 e que com maestria toca uma empresa com mil baias de call center. E existem também, os responsáveis sociais, aqueles que operam dentro do chamado terceiro setor e acham que os prestadores de serviço devem se sensibilizar em pról da bela causa social.
Clientes diferentes, atendimentos diferentes.
Ser simnpático para dona “Cotinha” é ser ridículo para o Gestor alucinado. Ser simpático para o gestor alucinado é ser agressivo em demasia para a turminha das ongs.
Na minha opinião, o portifólio adequado e o discurso de venda é o fundamental.
Vamos supor que em seu portifólio os melhores trabalhos são do seguimento de ONGs. Nele está contido grandes nomes como SOS Mata Atlantica, Grenn Peace, Fundação Ford, Instituto Airton Senna etc.
Aí, você vai numa reunião com o gestor alucinado das mil baias de call center e mostra seu grande portifólio para ele… Perdeu o negócio!!! Não adinata..o gestor não se viu ali, não encontrou a referência que ele precisava para criar a empatia desejada com a empresa a ser contratada….enfim…
Acho que cercar e direcionar seu negócio as vezes pode ser a melhor saída. A saída que te leva para a entrada da especialização..sua empresa vai passar a ser posicionada pelos seus próprios clientes como os Caras especializados não só na ferramenta como no seguimento em voga…
Não to falando nada de novo…
Abraços
Fala Carlos Nezu, muito boa a colocação e compactuo a mesma opinião. O portfólio e o discurso adequado posiciona o negócio e cria caminhos de afinidade para uma possível empatia de maneira mais concreta. Por outro lado, a simpatia pleiteada é muito mais subjetivo do que técnico, o que é bonito pra uns é feio para outros, a construção de significados neste ponto estaria ligado a crenças e valores de cada pessoa onde fica quase impossível fazer qualquer tipo de previsão. Penso que é possível traçar alguns perfis de pessoa pelo mercado atuante, porte da empresa, missão, visão, a comunicação, e outros elementos que falam, como o cargo, idade, ambiente de trabalho, traje, jeito, hábitos e postura. Mas ainda fica a dúvida: até que ponto a técnica e planejamento correto ajuda a construir um relacionamento? Isso garante empatia? Será que tal comportamento não desdobra em algo “engessado” percebido pelo cliente? Até que ponto entra o improviso? Como questionado abaixo pelo Armando, será que fidelizamos somente para aqueles que nos acham simpáticos?
Bem pertinente o comentário do Carlos, afinal, o que é ser simpático? O que um acha interessante outro não acha, então não podemos vender para todos, apenas para aqueles que nos acharem simpáticos? Ou temos que ser atores e criar simulacros adequados a cada perfil? Complicado…
Fala Armando, ótimas perguntas. Se partirmos do pressuposto que temos que ser atores e criar simulacros para cada perfil, então o mercado é um grande teatro e vence os atores que conseguir prender a atenção, emocionar, estabelecer vínculo e interagir? Porque mercado também pode ser um jogo, vence aquele que tiver a melhor estratégia, boas ferramentas e o momento certo para se movimentar. O relacionamento está mais para um teatro ou um jogo? O primeiro tende ao improviso como o Jazz e o segundo para um plano de guerra. O engraçado é que o final de tudo são pessoas, estes completamente imprevisíveis devido a razão, sentidos e a emoção.
Voltando, então a tal empatia pode ser prevista, preparada? Ou simplesmente acontece pelos motivos mais naturais e irreverentes da vida e depois retribuímos os méritos ao destino ou a Deus? Se é um ou outro não sei, mas uma conclusão lógica tiro disso tudo… quanto mais oportunidades criarmos, maior a probabilidade de acontecerem negócios, seja pelo maior número de pessoas propensas a empatia ou pela freqüência das estratégias bem planejadas
Qual será o segredo de Tostines?!?!??
Olá pessoal.
Mais um case…
Tenho uma irmã que é a mais velha dos três irmãos. A menina foi educada para vencer na vida.
Filha de um diretor de um grande banco e de uma advogada, a menina estudou nos melhores colégios, fez usp, estudou inglês na inglaterra, morou no japão, fez pós na fgv, bons estágios, ou seja, recebeu toda a estrutura técnica e psicológica para competir e vencer.
Hoje, aos 32 anos, ela é executiva de uma multi-nacional norte-americana do ramo de biotecnologia.
Sua função é “simples”: Surpevisionar sua equipe de vendas para bater as metas milhionárias que a matriz determina.
E como eles fazem isso?
Primeiro a equipe é extratégicamente formada por iguais, não há ruído. Todos que trabalham na empresa, de cara precisam ser formados na USP, e ser formado na USP, significa ter uma formação cultural, social/ambiental, econômica e política homogênia. Um time de iguais. (uma vez participou uma menina de um processo de seleção e a menina era muito qualificada, tinha mestrado e tudo mais, porém, ela era mineira e o sotaque dela fez com que ela perdesse a tão almejada vaga…isso mesmo, o sotaque foi o fator determinante de seleção… “a menina falava uai, uai não dá”)
Segundo a empresa treina esses caras 3 vezes ao ano no berço do capitalismo. Voltam todos com a missão, visão e valores na ponta da língua, mais as muambas nas malas.
Terceiro a empresa promove uma mobilidade social aos seus funcionários. Fornece carros zeros como tucson, corola, computadores top de linha, blackbarry, hotéis caros, viajens e premiações no hawaii, salários altos e participações nas vendas.
O resultado disso é uma apropiação tão grande da alto-estima que os caras vendem até a mãe. Só de olhar para essa turminha você já sabe que os caras não estão ali para perder e com certeza não vão perder… chegam no cliente com todas as ferramentas necessárias para vencer, são inteligentes, vestem e consomem a moda, são agressivos e brincalhões, possuem autonomia e auto-estima elevada.
Como todo mercado, o deles também possui grande concorrência, mas a fórmula empresarial dá tão certo que a equipe é a campeã dentre todas da américa latina.
O modelo capitalista infelizmente ou felizmente tem se mostrado eficiente e eficaz no seu objetivo.
Se ela vive feliz ou stressada, aí é em outra conversa.
O que vale deixar aqui é que precisamos olhar para dentro de nós. Muitas vezes fomos educados para ser generoso ao invés de ser egoísta. Muitas vezes fomos educados para ser inverno e não verão, norte e não sul.
Para mim, a subjetividade está aí. A empatia está aí.
Estamos competindo com os caras que nasceram e foram criados para ganhar a todo custo.
Segundo a pedagogia e a psicologia é até os 7 anos que você incuti todos os valores na criança, e é ali que o pai ajuda a determinar quem será a o adulto no futuro.
E nós fomos criados, educados e estimulados para que?
Afinal, filho de rei é príncipe, filho de mecânico é moto boy, filho de industrial é industrial, com exceções claro, mas a regra é essa.
Para sociologia esse é o grande x da questão, o poder de compra ou de consumo, não consegue interfirir na sua construção cultural…o pobre por mais que ele consiga ter dinheiro ele jamais pensará como um rico, agirá como rico e será aceito pelos ricos.
Daí a justificativa da empresa da minha irmã de contratar apenas pessoas formadas na USP.
Fica aí a reflexão.
Abraços.
Nezu
Olá Nezu, interessante a sua colocação e o caso da sua irmã. Concordo que uma estrutura técnica e psicologica ajuda a competir e vencer, mas até que ponto isso é determinante? No caso da sua irmã deu certo, mas conhecemos vários outros casos que não deram, mesmo com a mesma ou maior estrutura que a sua irmã teve. Penso que independente da educação, de como fomos criados, o sucesso estaria mais ligado a força de vontade, determinação, “a pegada” de cada um do que condições financeiras-socio-piscicológicas?
Se sucesso é determinante e pode ser previsto com uma boa formação e técnica, então somos nós quem gera filhos para o sucesso ou fracasso? Em outras palavras, se um pai não puder investir a infra necessária para ser um vencedor, então este filho estará fadado ao fracasso a não ser a salvo por uma remota probabilidade?
Entendo a sua colocação, sei que os “pobres e humildes” que deram certos (a exemplo do nosso presidente) são “um em um milhão”, nem todos são Ronaldinho, Kaká, Alexandre Pato, Robinho e Roberto Carlos, destes jogadores, alguns saíram da “favelinha” e conseguiram vencer, outros, como o Kaká, nasceram em “berço de ouro” e foram projetados para vencer. Ambos chegaram, assim como tem muitos jogadores pobres e ricos que disputam partidas por uma cesta básica… o que foi determinante? Será a sorte, talento, capacidade, infra, criação, crença, valores, empatia?
Quanto maior a condição, maior a probabilidade (lembrando da nossa conversa pessoalmente na última sexta), um profissional que chega de carro popular, falando ué, sem técnica, sem estrutura, baixa cultura, dificilmente terá as mesmas facilidades ou chances de quem tem todas as condições para vencer… ele disputa com caras que fizeram colégio bandeirantes, faculdade na usp, filhos de pais bem sucedidos, anda de carro importado, já morou no exterior e fala 3 línguas… uma pessoa deste perfil olha para um possível cliente na fissura de vencer.
Por outro lado, acho que a vida dará chances ao desfavorecido para se desenvolver, melhorar, talvez com muito mais trabalho e dificuldade do que quem tem estrutura… mas ele pode chegar lá.
Aqui chega o ponto de conflito, a grande questão é… quais são as chances? Sabemos que os espaços para crescimento são cada vez menores, podemos ter como referência os países desenvolvidos e notamos que é cada vez mais raro o pobre virar classe média, o classe média virar rico… a mobilidade social e profissional é cada vez mais difícil, será que aqui entra a criatividade para conseguir espaço?
Sobre o poder de compra não interferir na construção cultural, achei muito interessante e concordo plenamente… notamos isso nos ricos emergentes, que embora tenham dinheiro trouxeram hábitos e costumes de quando eram pobres.
Valeu a reflexão, obrigado pela presença e abração.
Olá Daniel, olá Carlos.
O que me preocupa aqui, em seu comentário Carlos, é a verificação de uma estratificação social, é uma sociedade de castas afinal?
Embora o senso geral e a maioria dos exemplos que podemos encontrar por aí me faça pender para uma concordância com essa tese, as exceções não me permitem. Há um bom número de casos de pessoas de berços pobres que hoje são ricas e assim estão pois não se conformaram com as delimitações de suas castas Silvio Santos seria um exemplo óbvio, mas existem centenas de famílias, especialmente imigrantes que chegaram muito pobres da Europa e que aqui empreenderam indústrias, agro negócios. A família Cutrale, de feirantes chegaram aos maiores indústriais da laranja no mundo. Entre outros.
A tese das castas me incomoda pois as barreiras são mais psicológicas do que reais, aqui não é a India, estamos mais para os EUA em termos de possibilidades sociais, embora não sejamos tão agressivos quanto eles.
Eu tendo a acreditar na tese de que o que vale no final é a capacidade de empreender, de não se sujeitar à zona de conforto e de assumir papéis adequados a cada situação. Outro dia fechei um bom negócio pois saí de casa com a certeza de que o faria, a empresa era longe e me consumiria duas horas de trânsito para chegar lá, e mais duas para voltar de lá, pensei comigo: “não vou ficar esse tempo todo no trânsito para não fechar negócio, vou lá e vou fechar isso”… me convenci de tal forma dessa certeza que fechei o negócio na primeira reunião e estou aqui hoje, sábado de carnaval, trabalhando graças a isso, mas a venda foi feita e foi assim conseguida pela minha atitude e pelo uso de técnicas adequadas à situação.
O que impede qualquer um de conseguir o mesmo é o medo, medo de fracassar, de perder tempo, de errar, de falar bobagem, e medo de deixar de ser o que é para ser mais do que isso, falo por consciência própria.
Falando nisso tudo, Daniel, no final não foi caso de empatia, ganhei o negócio no prazo e na qualidade, ainda há diferenciais a serem explorados, mas isso só acontece pessoalmente, olhos nos olhos, não é empatia, mas segurança. Depois falamos mais disso pessoalmente.
Abração
Armando
Fala Armando, acredito que seja uma sociedade formada por castas e que a mobilidade social e o crescimento profissional é cada vez mais difícil, é ai que entra a capacidade de empreender e inovar. Mesmo assim, temos muitos exemplos, tanto de pessoas como empresas que começaram de baixo e conseguiram conquistar uma posição de liderança.
Você comentou um ponto importante, as vezes o medo, achismos, falta de estrutura, falta/excesso de dinheiro, acomodação, enfim, podemos chamar este conjunto de coisas negativas (que estão fora de uma realidade saudável e nada contribui para o sucesso) como “deformidades”… penso que tanto o rico como pobre, culto ou não culto, esperto ou bobo, esquerdo ou direito… todos acabam levando características do ambiente em que vive, histórico de vida, criação e assim por diante… mas esta pessoa tem a chance de tentar enxergar estas deformidades e começar a criar formas e estratégias para combater até vencer.
Para alguns está bom do jeito que vivem, para outros não, tentam melhorar a cada dia, uns conseguem, outros não, difícil quantificar o quanto uma pessoa deseja, o quanto ela empenhará esforços para conseguir… independente de conseguir ou não, penso que temos que tentar e fazer o melhor a cada dia… pois só assim estaremos mais próximos do que queremos.
Outra questão bastante subjetiva e imprevisível, mesmo o profissional querendo muito subir na vida e tomando todas as atitudes cabíveis para alcançar, quem garante que irá conseguir? Será que são os valores? A força de vontade? A coragem e a atitude bastam? A empatia? O poder empreendedor? Sorte? Ou um pouco de tudo isso?
Parabéns pelo negócio, valeu pela reflexão e comentário e grande abraço.
Oi Amorzinho, boa noite!
Refletindo sobre seu post em minha área de atuação, tenho certeza que bons negócios são sim fechados pela empatia.
Diariamente deparo com um perfil de público exigente que busca além de qualidade no serviço um fornecedor onde o “santo tem que bater” e graças a Deus as pessoas encontram isso em mim… assim, fecho ótimos negócios e crio uma amizade saudável entre fornecedor e cliente.
Sobre o comentário do Carlos concordo parcialmente. Tenho um exemplo clássico que você conhece onde distorce a teoria de que filho de peixe peixinho é… a vida não é bem assim.
Esta amiga nasceu em berço de ouro, estudou nas melhores escolas de São Paulo, viajou o mundo inteiro, mas infelizmente não consegue ser independente. Até hoje vive nas custas dos pais… nem dinheiro para pagar a fatura do celular tem… vive uma fantasia… Se jogá-la no mercado não sobreviverá por muito tempo… uma pena!
Também conheço pessoas que são filhos de peões, “pessoas humildes e simples”, mas que lutaram e hoje se encontram em posição de destaque.
Se algo não está dando certo, pare tudo… recomece, reinvente… mas não desiste… sempre achamos soluções neste mundo cão. O ser humano é expert em sobreviver!!!!
Nunca esqueço um comentário de um professor que durante a crise me disse: enquanto uns choram outros vendem lenços
Te amo,
Lucy
Alá Amorzinha, achei bastante pertinente o seu comentário por alguns motivos específicos… o seu segmento de mercado é do alto luxo, isso significa que não é para qualquer um e sim para o público A.
Vamos consideram seus clientes como pessoas que deram certo, estão em uma posição de liderança tanto no mercado como na sociedade, tem toda a sorte de bens materiais como em formação… procuram também espaços compatíveis com a sua posse, ou seja, espaço classe A. Para uma empresa que é líder de mercado projetada para trabalhar com perfil de pessoas A, existe toda uma especialização e diferenciação muito bem pontuada e percebida, então, se é espaço X, Y ou Z não importa… o cliente tem dinheiro para contratar qualquer um destes…. se os valores (tanto financeiro, estilo e diferencias) estão tão bem explorados e acima da maioria… acho que é ai a onde o bom atendimento e a empatia estabelecida vira fator determinante… o que acha?
No seu caso, o que vale mais é empatia… e em outros mercados? No geral, será que a atitude não tem mais peso? O caso da sua amiga, é possível quantificar o quanto ela quer e está disposta a pagar um preço por um sucesso profissional?
Obrigado pelo comentário e beijos.
Olá a todos.
Parece que o blog está funcionando Dani. rs
Vou tentar mais uma pessoal, não me levem a mal, pensamento em profundidade pode incomodar…rs
Comecemos por fazer uma simples reflexão.
Quantos somos em nosso país? 190 milhões
Destes, quantos são negros? mais da metade.
E cadê a classe média negra deste país?
Aí escutarei de alguns: Eu conheço o pai do amigo do meu cunhado ele é bem de vida…
Gente, o sistema permite que pouquíssimas pessoas tenham mobilidade social, mas permite. É o caso dos jogadores de futbol, os meninos do google, o caso da cutrale como Armando nos contou etc…
Já pensou todo mundo patrão?
Mas voltando a questão inicial.
Quando vamos ao banco, ao hospital e falaremos com o gerente/ médico negro? No conselho de uma grande empresa ter um homem negro? No senado, no congresso, nas instituições realmentes importantes e centrais de um país?
Se o sistema permitisse a mobilidade social como o sonhado life style americano, nós no brasil teríamos uma classe média negra já que são a maioria a 500 anos. E por que não a temos? Por falta de força de vontade dos mesmos ou pela oportunidade proibitiva de chegar lá e ser alguém.
Por que mais de 90 milhões de negros se contentam em limpar nossos banheiros, cuidar de nossos filhos, fazer nossa segurança e nossa comida, ao invés da classe média fazer o mesmo por eles?
Por que o sistema de fato não permite. A chamada coerção social que age cada vez que os indivíduos procuram assumir papéis que não lhe pertencem, faz os mesmos crescerem conformados com a dura e desgraçada vida.
Jovens da periferia passeando no bairro dos jardins no domingo são abordados pela polícia e humilhados frente a elite que aplaude o ato violento com medo de serem roubados. O recado é: Voltem para sua favela, o Jardins não é lugar de gente como vocês! E eles voltam.
É interessante perceber que a coerção e xiste como elemento regulador da ordem de uma sociedade e acontece a todo instante em diversos níveis sociais, logo, profissionais.
A coisa está estratificada sim…o pobre não entra em maresias..seu lugar é na praia grande e se caso ele tentar fazer sua farofa lá, e mesmo que ele tenha dinheiro, o sistema possui vários recursos na manga para retirar a gentalha de lá. E pode ter certeza, ela saíra de lá sabendo que ali não é umlugar para ela.
Abraços a todos.
Fala Nezu, idéias que puxam idéias, experiências, reflexões, conflito de opiniões… este é o verdadeiro propósito do blog. Todo este movimento fruto de interações é bem interessante, daí surgem muitos aprendizados
Confesso que estou muito feliz com o blog e isso graça a participação de vocês, obrigado e valeu a todos!
Vou dizer o que penso sem muita base em sociologia ou outras ciências… compartilho da opinião que a sociedade é estratificada e que o sistema possui mecanismos regulador para impor a ordem, existe o lugar do pobre e rico, tanto no âmbito profissional como social.
Os exemplos suscitados foram inteligentes e bem próprio… partindo do pressuposto que tanto o mercado como a sociedade está enrijecido, não restando muitas brechas para a mobilidade, então o capitalismo pode ser considerado uma utopia? Digo isso porque ele surge com a promessa de melhora com o esforço, com a superação incessante poder haver crescimento… é um sistema que dá as pessoas oportunidade de serem reis se quiserem, promovem diferenciação social com base nas conquistas (quem tem mais, pode mais… quem tem menos, pode menos, quem luta melhora), diferente do sistema socialista e comunista.
Também empresas inovadoras tendem a comprar umas as outras tendendo ao monopólio, doutro lado existe uma a “classe servil” seja social ou corporativo. Parece que a barreira que separa os 2 universos são cada vez mais distantes…
Podemos dizer que neste contexto existe um cheque-mate? Ou, neste tabuleiro ainda há espaço para movimentar as peças? O que de fato move as peças?
Voltando a estaca zero, vimos que relacionamento em serviços gera negócios, trouxemos alguns exemplos de experiências, teses, argumentos… surgiu a empatia como determinante, depois a suposta técnica, posicionamento, a atuação adequada, a formação, as classes sociais e corporativas, comportamentos, os valores, o sistema e muitos outros argumentos.
Existe um caminho ou direção específica? Resposta bastante difícil e talvez quem tenha encontrado não se aplique para as outras pessoas, se não todos que leram um livro de auto-ajuda estariam milionárias
Alguém arrisca mais reflexão? hehehe
Grande abraço.
Olá Dani…
Vou tentar mais uma reflexão.
Calma, calma…é brincadeira…
Grande abraço e até o próximo post.
bom dia Daniel Bryan,por gentileza poderia me da um exemplo de pessoas eficiênte é eficaz? sou aluno da UNIP faço administraçao e o meu professor me pediu que fizesse um trabalho a respeito se puder me ajudar eu te agradeço muito,tenha um bom dia.
Olá Antonio Rodrigues, discussão sobre ser eficiente ou eficaz tem muitas vertentes… nas áreas Adm(s) e RH, a primeira é fazer uma tarefa com a maior qualidade possível, com planejamento e execução precisa e detalhista. A segunda, obter o melhor resultado com menor gasto de energia.
Para ficar mais simples, o eficiente é a pessoa que faz tudo certo. Faz A, B e C em 20 minutos, do jeito que você pediu.
O eficaz faz X, Y e Z em 10 minutos consegue um resultado igual ao eficiente. Ou seja, ele foi mais eficaz na tarefa. Fez em menos tempo e passos no processo. Conseguiu encontrar uma maneira mais rápida e simples de fazer um determinado procedimento.
Acho que é isso… os exemplos ficam por sua conta e boa sorte na faculdade.
[]’s
Daniel Bryan